Nossos vícios agora Chamados prazeres culposos A indiferença perante Atos outrora odiosos Do cálice da soberba Os tolos se embriagam Da justiça nada punitiva Onde os ricos se gabam Que a beleza alheia Seja mero devaneio Das mentes inconstantes Desses pobres brasileiros Que a feiúra seja vista Como um dom A hipocrisia aplaudida Como algo bom No escuro da minha mente A sanidade luta Contra a corrente O desapego à vida Me parece evidente Ideia ordinária, bem sei Mas a cada dia mais Insistente O desamarrar De todas essas correntes Insistindo que a vida É o mais belo presente Que uma divindade Acima de tudo O que é inteligente Nos prestigia Com desgraças recorrentes Que a beleza alheia Seja mero devaneio Das mentes inconstantes Desses pobres brasileiros Que a feiúra seja vista Como um dom A hipocrisia aplaudida Como algo bom