Eu hoje de cabeça inteira branca Contemplando com saudade Meu São Paulo da garoa Saudade de quando eu era menino De você tão pequenino Da nossa vida tão boa São Paulo, eu recordo aquelas noites De garoa muito intensa E intensa boemia Do tempo em que o amor era negado Aos rapazes que trocavam a noite pelo dia Saudades das noites enluaradas Das lindas rimas cantadas Dos soturnos violões Donzelas, que por traz dos seus vestores Ouviam seus trovadores Sob a luz dos lampiões E agora vendo você tão crescido Me vi depois de ter vivido Tudo que você viveu São Paulo, minha terra, meu orgulho É um pai que olha vaidoso, o seu filho que cresceu