Eu quisera que fosse verdade Tudo quanto eu vivo a sonhar Pra matar esta rude saudade Que jamais poderei ocultar Por que vivo tristonho a pensar Quando possa meus olhos volver Pra casinha de palha, saudosa Onde tive de meus pais o zelo Era uma casa armada nas matas Feita de barro, bambu e sapê Toda cercada de grandes palmeiras Aonde cantava meigo irerê Penso mesmo, se eu lá chegar Nada disso eu hei de encontrar Pois que o tempo tudo modifica Reavendo o que veio nos dar Mas confesso que tenho vontade E desejos de lá eu voltar Muito embora não seja mais nada As saudades eu quero matar Quando, deveras, o vento soprava A choça querida branquinha ficava Toda coberta de alvo algodão Que belo que era olhar-se pro chão