Entre a volta e a busca do que sou Certezas diluídas como sal Por um mar de saudade que pousou Era eu e o silêncio do abissal Em colapso, foi num lapso vi meus pactos tão intactos Em pedaço, meus estilhaços que furam convicções como cactos Quase um rapto foi tão rápido Lembro da sensação de flutuar De peito apertado, me vi refletida num lago de lágrimas a afundar De longe não vai enxergar De longe não vai Quem cura as memórias? Quem sobrevive a uma trajetória? De quem quer Viver o agora? Sem ter que sangrar toda hora, hein? Num lugar mais perto Mesmo ele sendo incerto Do falso conforto despeço Será suficiente o que oferto Hein? Todas as feridas Será Que quem Sara a mãe são as filhas? Se somos ouvidas? Ou adormecidas? Curas ou adoecidas? Hein?