Passo pesado, peito fechado Ciclo traçado, destino marcado Corro, me escondo, mas sigo cercado Risco no asfalto, retorno ao passado Preencho o silêncio com som distorcido Denso, disperso, impulso contido Finjo controle, discurso polido Mas no reflexo eu já fui vencido Camuflo o impacto, calculo o ato Mas quando eu paro encaro o retrato Troco de fase, endereço e plano Mudo a paisagem, retorno pro dano Distorço o mapa, quebro a visão Mas toda rota cobra direção Quanto mais corro, mais perto eu tô Quanto mais nego, mais claro ficou Não adianta fugir da versão Que nasce comigo em cada decisão Corro pra longe buscando distância Mas volto pro centro da mesma instância Quebro promessas, rasgo intenção Mas toda rota aponta a mesma direção Troco o caminho, mudo a visão Mas toda rota aponta a mesma direção A mesma direção Tem uma marca que nunca cicatriza Corta por dentro, por fora ameniza Visto armadura, postura precisa Mas ela atravessa, insiste, desliza Faço barulho pra não escutar Mas o silêncio começa a cobrar Corro em círculos dentro de mim Mudo de nome, retorno ao início do fim Quanto mais tento sair do padrão Mais fundo eu piso na repetição Pode correr Pode negar Pode jurar que vai se libertar Troca o discurso, troca o lugar Mas onde você pisa já esteve lá Não tem distância Não tem perdão Toda rota aponta a mesma direção Corro pra longe buscando distância Mas volto pro centro da mesma instância Quebro o destino, rasgo intenção Mas toda rota aponta a mesma direção Toda rota aponta Toda rota aponta A mesma direção