Produtos Coloniais

Tio e Sobrinho

Composição de: Edson Lagni
1 - nossa vida de colono ta cada vez mais precária, com 
essa coisa que surgiu da vigilância  sanitária,
Não pode mais vender ovo porque causa salmonela, o queijo 
faz vomitá que esfola até a  guéla.
Proibiram o salame, mandioca e mortadela, e o fiscal leva 
pra casa e mete tudo na panela.
Eu fico tão revoltado que chego até passar mal, um dia 
quase fui preso discutinto com fiscal,
Eu tenho minha opinião nem que me achatem a pau, tão 
querendo acabar com produtos colonial.
2 - outra vez eu fui vender com a carroça pela estrada, o 
fiscal apareceu e começou as patacoada,
O ovo é muito amarelo e a banha muito engraxada, mas se for
 pagar imposto tudo certo não tem nada.
Começamos discutir outra vez tudo de novo, derramou a minha
 banha e me passou a mão nos ovo.
Eu fico tão revoltado que chego até passar mal, um dia 
quase fui preso discutinto com fiscal,
Eu tenho minha opinião nem que me achatem a pau, tão 
querendo acabar com produtos colonial.
3 - meu compadre pobrezinho andava endividado, começou 
fazer uns queijo dos redondo e dos quadrado,
Saia para vender nas bodegas e nos mercado, a vigilância 
apareceu tudo ficou complicado.
O fiscal muito irritado fez o homem passar medo, jogou fora
 os quadrado e no redondo tacou o dedo.
Eu fico tão revoltado que chego até passar mal, um dia 
quase fui preso discutinto com fiscal,
Eu tenho minha opinião nem que me achatem a pau, tão 
querendo acabar com produtos colonial.
4 - resolvi carnear uns leitão pra fazer uns salaminho, o 
fiscal veio la em casa por denúncia de um vizinho
Chegou e disse bom dia com uma cara de infame, outra vez me
 pegou os ovo e agora o salame
Antes com cara de mau bem machão é só faxada, com o salame 
na mão o bicho veio da rizada
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Eu fico tão revoltado que chego até passar mal, um dia 
quase fui preso discutinto com fiscal,
Eu tenho minha opinião nem que me achatem a pau, tão 
querendo acabar com produtos colonial.
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