Toda esperança se desfaz Consumida pelas chamas do ódio Olhe, não restou mais nada Só nossa imagem distorcida Nossas cinzas Vezes ossos Em pedaços Nossos olhos presos No relógio do juízo final! Queimem, até as cinzas surgirem Queimem, essa é a ruína dos homens Queimem, não lembraram nossos nomes Queimem, porque nós mesmos vamos nos matar! O inferno em nós, alimentado conquistas Empilha ossos cada vez mais alto Sem contar que nós em nossas vestes de cinzas Marchamos quebrados no que sobrou de nós Só cinzas e osso, em nós, só cinzas e osso! Queimem, até as cinzas surgirem Queimem, essa é a ruína dos homens Queimem, não lembraram nossos nomes Queimem, porque nós mesmos vamos nos matar! Condenados a manter o quão cruel nossa história é! Somos a soma de nossos fracassos Um vislumbre de luz consumidos pela escuridão Contemplem nossa ruína: Esse é nosso domínio, nosso colapso Vestimos Cinzas, empilhamos ossos Marchamos cegos entre escombros nós E nos tornamos só cinzas e ossos O que restou de nós, só cinzas e ossos Não há salvação, é o que somos Os infernos em nós é alimentados por conquistas Em pilhas de ossos cada vez mais alto!