A sala em silêncio, a caneta no chão Uma folha em branco, sem nenhuma lição Seu rosto se fecha, a voz vira um trovão Por um dever de casa, começa a agressão Não é assim que se educa! Não, não é assim que se educa! Com a força que fere, com o medo e a marca A infância se perde na dor que me abarca A régua de madeira, o golpe que acerta A pele que arde, a alma deserta Uma lição de força, brutal e incerta Deixando a ferida pra sempre aberta Não é assim que se educa! Não, não é assim que se educa! Com a força que fere, com o medo e a marca A infância se perde na dor que me abarca Em vez de palavras, o soco e o grito No livro da vida, um capítulo maldito O conhecimento manchado, o respeito desfeito Um hematoma por dentro e por fora do peito Um hematoma, pra me lembrar Que não é assim que se deve ensinar