O mês de abril cobre a terra com ervas e flores As amendoeiras e macieiras com suas roupas simples Parecem noivas dos filhos da poesia A Primavera é bela em toda parte Mas é mais do que bela no Líbano A Primavera é a alma de um Deus desconhecido Que percorre o mundo apressado E quando passa pelo Líbano Detém o passo e conversa com as almas Dos reis e dos profetas que vagueiam no espaço Na Primavera, Beirute é muito mais bela Pois está livre das chuvas do inverno e da poeira do verão Parece uma linda mulher sentada à beira da fonte onde se banhou Deixando que os raios do Sol sequem o seu corpo Quando chega a noite, a Lua se levanta detrás da montanha E estende sua luz sobre as colinas As aldeias aparecem nos flancos das montanhas Como que surgidas do nada O Líbano então é como um jovem deitado sobre um véu Que cobre seus músculos sem os esconder É uma palavra poética, simboliza sentimentos Evoca florestas de cedro entre perfumes de incenso Lembra torres de bronze e mármore marcadas pela glória Lembra bandos de gazelas correndo através dos prados Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano O Líbano hoje é como um velho curvado Por muitos anos de lutas e lutos Um velho com os olhos abandonados pelo sono À espera da aurora como um rei destronado Em meio às cinzas do seu trono e as ruínas do seu palácio O Líbano tinha a Lua cheia e a alma feliz Hoje é um escuro triste, exausto e solitário Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano Aviões e bombas cruzam os céus do Líbano