Buraco Negro

Andrade e Bocato

Morrer para mim talvez seja
Viver a mesma sensação de uma estrela
Que ao morrer esquece todos seus medos
Se transformando num buraco negro

É ser misturado na terra
Perder a consciência de tudo
Virar planta, virar adubo
E depois reviver nas matas
Florescer nas plantas do jardim
Não precisar mais chorar
Nem tampouco sentir dó de mim

Morrer para mim
É escolher a noite ao invés do dia
É transformar a tristeza em alegria
Como aquele poeta que já
Dizia

Morrer talvez seja
Voltar á casca do ovo
E retornar de novo
Ao nosso primeiro estado
De poesia

Morrer para mim
É escolher a noite ao invés do dia
É transformar a tristeza em alegria
Como aquele poeta que já
Dizia

Morrer talvez seja
Voltar á casca do ovo
E retornar de novo
Ao nosso primeiro estado
De poesia

Informações da música

Composição: Edval Andrade e Milton Bocato

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