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Eu te escrevo das calçadas de nossas cidades enfeitadas pro Natal Je t'écris des trottoirs de nos villes habillées en Noël, De uma noite qualquer de inverno com sabores agridoces de quelques nuits d'hiver aux saveurs douces-amères

Eu te escrevo sobre as noites iluminadas, Je t'écris de ces soirs de lumières, Sobre os olhos maravilhados de uma garotinha des yeux émerveillés de cette petite fille Ao pé de uma grande árvore na Quinta Avenida. au pied d'un grand sapin sur la cinquième avenue

Eu te escrevo sobre uma despedida, sobre uma mala perdida, Je t'écris d'un départ, d'une valise oubliée Eu te escrevo de um lago branco onde um casal patina. Je t'écris d'un lac blanc où ce couple patine

Eu te escrevo de um deserto onde um barco naufragado lembra o mar, Je t'écris d'un désert où l'épave d'un bateau se souvient de la mer, Eu te escrevo de uma terra onde as casas desabaram. je t'écris d'une terre où des maisons s'écroulent

Eu te escrevo de Veneza, onde os amantes despertam ao som da antigas torres Je t'écris de Venise, où les amants s'éveillent au son de vieux clochers Talvez neve ainda esse ano. Il y neigera peut-être encore cette année

Eu te escrevo da costa de Gibraltar procurando pelo Tanger. Je t'écris de la mer, au large de Gibraltar le regard vers Tanger Eu te escrevo da África, onde as pessoas morrem aos milhares. Je t'écris de l'Afrique où l'on meurt par milliers

Dos quatro cantos da terra, eu te escrevo das trincheiras de guerras abandonadas. Des quatre coins de la terre, je t'écris des tranchées de guerres abandonnées

Eu te escrevo sobre um beijo em um banco de Paris Je t'écris d'un baiser, de ce banc de Paris Onde dois amantes se abraçam para sempres où deux amants s'enlacent dans leur éternité E nada nem ninguém conseguiria impedir. et que rien ni personne ne pourrait déranger

Eu te escrevo de um café, da asa de uma avião Je t'écris d'un café, de l'aile d'un avion Onde nossas lembranças se enlaçam para sempre où nos mémoires s'enlacent dans ton éternité E nada nem ninguém conseguiria impedir. et que rien ni personne ne pourrait m'enlever

Eu te escrevo sobre os céus do quarto mundo Je t'écris de ces ciels de quart monde Onde os corpos de crianças desnutridas erguem-se silenciosamente. où les corps si légers d'enfants trop peu nourris s'élèvent sans faire de bruit

Eu te escrevo da rua onde se dança e canta Je t'écris de la rue où l'on danse et l'on chante Eu te escrevo com a caneta de um velho esquecida no quarto. Je t'écris du plumier d'un vieillard solitaire à la chambre oubliée

Eu te escrevo em nome dos deuses impotentes de quem mata em seus nomes Je t'écris de la part de ces dieux impuissants aux noms desquels on tue Eu te escrevo pela mão dos homens que não renunciaram à paz. Je t'écris de la main de ces hommes de paix qui n'ont pas renoncé

Eu te escrevo do Sena, da Torre Eiffel e seu brilho nas reflexões do passado. Je t'écris de la Seine, la tour Eiffel y brille dans des reflets passés Eu te escrevo sobre a lembrança de um beijo por milhares. Je t'écris du souvenir d'un baiser par milliers

Dos quatro cantos da terra, eu viajarei pelo mundo, de um dia comum Des quatre coins de la terre, je ferai le tour du monde, d'un jour très ordinaire Eu te escreverei sobre o sonho de ter você que tanto amei. Je t'écris de ce rêve de t'avoir tant aimé

Eu te escrevo deslumbrado pela humanidade. Je t'écris ébloui par tant d'humanité

Informações da música

Composição: Yvan Cassar e Marc Lévy

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