E Um galo corta o silencio da madrugadaB7 A lua nova vem mangueando a escuridãoF#m B7 A cavalhada chega quieta e na mangueiraE Vapor de lombo se mistura a serraçãoA Levo a cabresto este meu baio cabos negroE Um companheiro de trabalho e de anarquiaF#m (A) (E) Groseia os casco amolecidos de serenoF#m (B7) (F# B7, E) B7 Enquanto a d'alva reponta as barras do diaA O nego Olavo sai falando nas mimosaE Tapeando a cara de um mouro bruto de freioF# B7 E grita o Beto pra baia marca viradaE Afrouxa o lombo que o mango te parte ao meioA É no rodeio do sinuelo que sou genteE Abro meu baio pro lado oposto da trançaF# (A) B7 (E) Um touro berra laçado da meia cara(B7) E Garreia o bruto tio lalo que ele se amansa No fim do dia de volta a hora do mate De causo e risos que um campeiro não se entrega Sem nos dar conta resgatamos nossa essência Enquanto a lua vai nascendo atrás das pedras Estância velha sossego rincão das palmas És rumo e norte aonde encontro guarita Herança bruta timbrada a casco de potro Lida gaúcha que da força as nossas vidas
Estância do Sossego
Lisandro Amaral
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Composição: Cristian Camargo, Guilherme Collares e Lisandro Amaral
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