E F#m7 E Eu nunca calcei os sapatos de alguma afliçãoE F#m7 B7 Nem nunca troquei a mobília do meu coraçãoAm G#m F#m7 E Até escrevi às paredes ao dar de beber à raizAm G#m E fiz do impossível meu auto retratoF#m7 B7 E Meu mundo canção, meu paísE F#m7 E Eu nunca gostei da palavra em cima do muroE F#m7 B7 Nem nunca julguei as migalhas dos meus absurdosAm G#m F#m7 E Ainda vou dar uma guinada nas coisas que não suportoAm G#m E vou tomar mate compadre por casaF#m7 B7 E E7 Com a alma e o pinho no coloA B7 E C#m Vou eu tropeçando nas pedras, vendo a vida como ela éF#m B7 E E7 Conjungando um dedo de prosa disposto a ter féA B7 E C#m Sou eu revirando as paisagens, com a carne exposta ao fogoF#m B7 E Com a alma de volta pra casa na casca do ovoE F#m7 E Foi preciso andar na contramão dos relógiosE F#m7 E Foi preciso usar o violão e ser lógicoE F#m7 B7 Encarar a fome, enxugar a tristezaAm G#m C#m Transgredir o ódio, escapulir da invejaG#m C#m Engolir a dor na solidão da conversaF#m B7 Num cantinho de Porto Alegre moraE A F#m B7 Nossa saudade interioranaE A F#m B7 Nossa saudade interioranaE Nossa saudade de Uruguaiana
Interioranos
Mauro Moraes
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