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Adeus Maiada

Adail e Adalberto

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Na mangueira da fazenda que eu morei
Minha infância ali passei cresci no meio do gado
Desde criança trabalhava de leiteiro
Trinta anos no mangueiro meu dever era sagrado

De manhazinha todas vacas eu chamava
E elas já caminhavam no curral pra me esperar
No meio delas tinha uma vaca maiada
Era a rainha do leite não havia outra igual

Um certo dia já da lida bem cansado
Eu fiquei muito abalado veja só o que foi se dar
Eu conheci longe o berro da maiada
Tava a mangueira fechada patrão fechou pra matar

As minhas lágrimas rolaram ali no chão
Quando ouvi do patrão não presta mais para criar
E ali me olhando com o olhar já meio cansado
Alembrando do passado ela queria falar

Quantos bezerros eu dei pro patrão vender
Para alimentar seus filhos o meu ficou sem comer
Lhe dei meu sangue agora quer minha vida
Minha carne foi vendida amanhã ninguém me vê

Foi nesse dia que dali eu vim embora
O meu peito ainda chora desprezo que recebeu
Adeus maiada que morreu tão inocente
Fazendo o patrão contente matando você e eu

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