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Névoa salina nos prados brancos Sale la nebbia sui prati bianchi Como um cipreste em cemitérios Come un cipresso nei camposanti Um campanário que não parece real Un campanile che non sembra vero Marca o limite entre a terra e o céu. Segna il confine fra la terra e il cielo.

Mas tu que vais, mas tu permaneces Ma tu che vai, ma tu rimani Verás a neve se desaparecerá amanhã Vedrai la neve se ne andrà domani Florescerão as alegrias passadas Rifioriranno le gioie passate Com o vento quente de um outro verão. Col vento caldo di un'altra estate.

A luz também parece morrer Anche la luce sembra morire Na sombra incerta de um transformar Nell'ombra incerta di un divenire Onde também a madrugada torna noite Dove anche l'alba diventa sera E os rosto parecem crânios de cera. E i volti sembrano teschi di cera.

Mas tu que vais, mas tu permaneces Ma tu che vai, ma tu rimani Também a neve morrerá amanhã Anche la neve morirà domani O amor ainda passará perto L'amore ancora ci passerà vicino Na estação do espinheiro. Nella stagione del biancospino.

A terra cansada sob a neve La terra stanca sotto la neve Dorme o silêncio de um sono profundo Dorme il silenzio di un sonno greve O inverno recolhe a sua fadiga L'inverno raccoglie la sua fatica De mil séculos, desde o amanhecer antigo. Di mille secoli, da un'alba antica.

Mas tu que estás, por que ficas? Ma tu che stai, perché rimani? Um outro inverno voltará amanhã Un altro inverno tornerà domani Cairá outra neve para consolar os campos Cadrà altra neve a consolare i campi Cairá outra neve sobre os cemitérios. Cadrà altra neve sui camposanti

Informações da música

Composição: Enigm e Fabrizio Andre (De)

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