De Queixo e de Cacho Atado

Henrique Abero

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Tom:
G Um dia fiz estes versos no lombo dum redomão
D Quando brotou a inspiração no peito deste cantor
Am D Vinha fazendo o fiador, meus dois fiéis companheiro
D7 G Um galgo e um ovelheiro, na sombra do tirador
D7 G D7 G Nasci taura, sou fronteiro, da doma fiz meu ofício
G7 C Lidar com potro é um vicio que atrai el gaucho pampero
G Também me forjei guasqueiro só pra ver bagual bolido
D7 G Sentar num buçal torcido, feitil do índio campeiro
G G Um dia sei que me vou, tapeando bem o sombreiro
D7 Potrear no pago estreleiro, como quer tupã sagrado
Am D7 Só quero ir orquetado, rustindo basto e carona
G Num potro da minha doma, de queixo e de cacho atado
G É lindo ouvir o cincerro e o relincho da potrada
D7 Ecuando, pela estrada, no forte da primavera
Am D7 Levantando o pó da terra, a tropilha vai tranqueando
G E a madrinha vem ponteando na frente de uma colhera
D7 G D7 G Gaúcho que vive a lida, entende minha canção
G7 C Tento passar emoção nos versos que lhe apresento
G Pois estas coisas que ostento, redea, cabresto e bocal
D7 G E o velho basto oriental é, donde eu tiro o sustento
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Informações da música

Composição: Andre Oliveira, Enio Medeiros, Aroldo Torres e Henrique Abero

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