Não queríamos dormir No queríamos dormir Nós queríamos comer o mundo nos queríamos comer el mundo Não podíamos deixar de estar a sós nem um segundo No podíamos dejar de estar a solas ni un segundo Indo e vindo da cama Ida y vuelta de la cama Ao tapete voador a la alfombra voladora Nos bastava deixar passar nos bastaba con dejar pasar Deixar passar as horas dejar pasar las horas
Horas, horas Horas, horas, Conectados como dois computadores colgados como dos computadoras Horas, horas Horas, horas, A colocar carvão na locomotiva meta echar carbón en la locomotora
Percorrendo aquele Éden Recorriendo aquel edén De apenas dois metros quadrados de sólo dos metros cuadrados O que será desse colchão, desse colchão tão maltratado? ¿Que será de aquel colchón, de aquel colchón tan maltratado? Mais além íamos você e eu Allá íbamos tu y yo Transportados pelo redemoinho llevados por el remolino Nos deixávamos cair, cair nos dejábamos caer, caer, Cair era o destino caer hacia el destino Por horas, horas Durante horas, horas, Conectados como dois computadores colgados como dos computadoras Horas, horas Horas, horas, A colocar carvão na locomotiva meta echar carbón en la locomotora
Não queríamos dormir No queríamos dormir Nós queríamos comer aos beijos nos queríamos comer a besos Não queríamos deixar de cometer um só excesso No queríamos dejar de cometer ni un solo exceso Vinha nos saudar na sacada a Lua cheia Nos venía a saludar en el balcón la luna llena Nos bastava deixar morrer Nos bastaba con dejar morir Deixar morrer a pena dejar morir la pena
Horas, horas Horas, horas, Conectados como dois computadores colgados como dos computadoras Horas, horas Horas, horas, A colocar carvão na locomotiva meta echar carbón en la locomotora