E Oveiro-negro picaçoB7 E Cabresto firme na cinchaB7 Igual ao vento relinchaE Luzindo as bragas do pêloB7 Há muito sonhava tê-loE Junto aos preparos de prataA E Pra luzir nas serenatasB7 A E De algum motivo sinueloE Império "gaúcho" que levaB7 E A liberdade andarilhaB7 Clarim do tempo em vigíliaE Que se amansou pela crençaB7 Do índio que em renascençaE Voltou ao campo em teu nomeA E Porque morrer não consomeB7 A E Quem fez do campo querênciaG#7 Sereno nas serenatasC#m Será meu picaço oveiroG#7 Igual ao vento PampeiroF#m Nas precisões de andejarE E se careça rondarC#m Os meus silêncios tropeirosA E Saberá meu pingo oveiroB7 E7 (E) O que diz o meu cantar Declamado: "Aprendi o sabor da vida No gosto antigo das sangas Do boi ostentando a canga Ao braço firme do pealo Com a geada ao canto do galo Na hora em que a alma entangue Que percebi que meu sangue É o mesmo do meu cavalo Quando provei dos caminhos em redomões e bolichos Que percebi que meus vícios Eram antigas paisagens Carreiras, truco, linguagens Por fronteiriço e domero Achei um picaço oveiro Igual à mim na paisagem Quando apertei o pelego E arrochei o bocal Oveio negro bagual pras correrias de guerra Olhar imenso que encerra pequenas gotas de sanga Que roubaram das pitangas Genuíno amor pela terra!" Sereno nas serenatas....
Picaço Oveiro
Lisandro Amaral
- A
- B7
- C#m4
- E
- E7
- F#m
- G#74
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