O vento sussurra nomes que eu tento esquecer
Sombras no meu quarto insistem em renascer
As paredes guardam tudo o que eu escondi
Mas o passado sabe bem onde me atingir
Eu corro, mas eles vêm atrás
Cicatrizes que o tempo não desfaz
Fantasmas do ontem ainda vivem em mim
Ecoam segredos que eu fingi que era o fim
Entre o peso da culpa e o medo sem fim
Sou presa das vozes que deixei existir
Os caminhos quebrados que eu deixei pra trás
Viraram trilhas vivas que me cobram mais
Cada erro esquecido voltou pra falar
Que o tempo não cura quem não quer encarar
Eu grito, mas ninguém escuta
O passado volta sempre quando falta a luz da luta
Fantasmas do ontem ainda vivem em mim
Ecoam segredos que eu fingi que era o fim
Entre o peso da culpa e o medo sem fim
Sou presa das vozes que deixei existir
Se eu não abrir as portas, eles ficam pra sempre
Se eu não encarar a dor, nunca sigo em frente
O passado é o monstro que eu mesmo criei
E só morre no dia em que eu disser: Acabou, eu sei
Fantasmas do ontem ainda vivem em mim
Mas hoje eu decido que não é o meu fim
Se o medo me chama, eu digo que sim
Eu encaro as sombras e acabo com isso em mim