O tempo é um mestre que não aceita suborno
E o destino, esse arquiteto de ausências brutais
Desenhou um mapa onde eu não encontro o retorno
Para os braços que hoje não me pertencem mais
Eu sei que o riso que eu plantei agora é de outro
E os frutos desse amor nunca terão o meu DNA
Mas o amor de verdade não é um sentimento frouxo
É saber se afastar para que o outro possa brilhar
Eu tinha tudo pra ser o rei da amargura
Um vassalo do copo, um boêmio de profissão
Perdido no nevoeiro da noite e da loucura
Entregando as chaves do meu pobre coração
Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade
No peito, uma força que não me deixa naufragar
Para não ser escravo de uma infinita saudade
Eu ponho limites no que decido suportar
Mas eu carrego uma armadura feita de dignidade
No peito, uma força que não me deixa naufragar
Para não ser escravo de uma infinita saudade
Eu ponho limites no que decido suportar
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