Ninguém te viu sair quando amanheceu
Daquele arranha-céu onde nada era seu
Neblina na Paulista com Consolação
Desfigurava o rosto dos cidadãos
Que nem a obesidade do belo bebê
No colo da babá que fingiu não te ver
Freqüência modulada, assalto ao Banco Central
Tocava uma canção que se ouvia mal:
Lei é lei, dogma é dogma
Louco é louco, dogma é dogma
Bobo é bobo, dogma é dogma
Dogma é dogma, dogma é dogma
A ligação anônima no celular
Insígnias neonazistas no ar
Por entre os prédios lúgubres dessa cidade
Não se distingue bem o bem da maldade
Foi quando alguma coisa sem destino, incerta
Te pegou desligada, sonhando desperta
O asfalto pegou fogo feito capim do cerrado
O vento soprou um mantra desesperado:
Nos acordes dos primeiros raios de sol
Seu grito entre o sustenido e o bemol
Fez dançar as partículas de poluição
Espantou o pardal do fio de alta-tensão
A TV explorava a tua imagem
Tal qual um indigente, gente sem identidade
Na porta entreaberta do botequim
Alguém cantou mais ou menos assim:
Lei é lei, dogma é dogma
Louco é louco, dogma é dogma
Bobo é bobo, dogma é dogma
Dogma é dogma, dogma é dogma
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo
Enquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClub