Se todo mal que desejamos volta forte contra nós
Somos vilões trastejando, quem então rogará por tais?
Se eu me julgo tão bisonho, por que ainda está aqui?
Se dissolva em minha penumbra, deixe-me autopunir
Vou viver sem mão que afaga, quero dor
E a quem se opuser, tomarei seu ódio, autoaversão
Se toda luz que agora opaca, espalhada em castiçais
Era do que eu precisava, quem então rogará?
De que me adianta se lá fora tudo é rio se em meu quintal já nem chove mais
Entrego todos meus finais de tarde a quem possa preencher
Todo vago temporário de só questionar o ser
Se efêmera a entrega, e com certeza ela será
Num mergulho natural eu me afogo em você
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