Quais partes de mim
Vem velar as palavras mortas
Na boca muda e seca
De não dizer o que brotou?
Quais partes de mim
Vem velar as palavras mortas
Na boca muda e seca
De não dizer o que brotou?
Segredo que não deu nem flor
Nem fruto, nem cheiro, nem comida
Segredo que morre semente
Se mente areia na boca
Boca muda transborda pra dentro
Palavra que morre vai pro céu
Da boca amarga
Amargo que não é de língua, é de mudo
Da boca amarga
Amargo que não é de muco, é de mudo
Da boca amarga
Amargo que não é de língua
Eu engulo, mas não esqueço
Eu engulo, mas não esqueço
Eu engulo, mas não esqueço
Palavra que morre no céu da boca
Vira estrela pontuda
Na boca do estômago
E eu, dor, que vai abdômen
Eu, dor, que vai abdômen
Cicatriz de abrir barriga
Eu engulo, mas não esqueço
Eu engulo, mas não esqueço
Eu engulo, mas não esqueço
Eu engulo, mas não
A palavra morta velada
A palavra, a palavra continua
A palavra morta, câncer
A palavra morta move pra dentro
A palavra semente cadáver
A palavra enrugada, não líquida
A palavra semente cadáver
A palavra enrugada, não líquida
Corte pra achar na artéria do peito
A palavra semente calada
Semente caída
Quais partes de mim
Vem velar o que morro
Cada vez que me calo?
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