Paciência, não deploro
O quanto sou desgraçada
Piedade não imploro
Que da desdita que eu choro
Sou a única culpada
Para nosso desatino
O destino é uma desculpa
Não me digam, que eu já sei
Mas não culpem o destino
Que o destino não tem culpa
Do mal que eu própria busquei
Não lhe bastava o desprezo que me dava
As horas de sofrimento que me fazia passar
Para o desgosto vincar mais fundo o meu rosto
Deu-me mais este tormento de, por outra, me trocar
O abismo em que eu caía
Não o via à minha frente
Porque o meu olhar só via
O homem que me dizia
Gostar de mim loucamente
Foi mais uma ingratidão
Mais uma desilusão
Que me veio bater à porta
Pra quem está desiludida
De ser feliz nesta vida
Um homem mais, pouco importa
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