Épargné des nuées vengeresses et des foudres
Un troupeau de pèlerins privés de sanctuaire
Dont la douleur fige les traits en beaux marbres tragiques
Divague sans mot ni but entre des ruines fières
Certains cherchent en creusant de leurs ongles sanglants
Brisant leurs mains cendreuses sur l'écorce d'ordure
Qui suffoque le globe sous un linceul ébène
Hérissé de matures de fer - que l'aquilon torture
Il est passé le monde, ce n'etait que la flamme
D'un cierge dont la cire est venue à manquer
Il est passé le monde, et nul ne le regrette
Car il faudrait des yeux pour l'avoir vu tomber
Nulle foudre du ciel, nulle colére de dieu
Rien qu'un trépas fugace, une torpeur muette
Qu'il est triste le monde à l'heure de la retraite
Quand les cieux sont bouchés
Et la procession passe, abjecte mascarade
Pénitents battus, suppliciés, flagellés par l'absence
Des grincements d'aciers, sanglants de rouille, fracassent le silence
Dans l'enier vif-argent tout fumant des vapeurs malades
La faim, la soif
Les paradis autistes aux lourds barreaux de plomb
Des prières amoncelées en terrils noir charbon
Et l'ange de la mort souriant à l'horizon
Il faut par tous les moyens de l’activité possibles
Remplacer la nature partout
Où ce sera le règne enfin de tous les faux produits fabriqués
De tous les ignobles ersatz synthétiques
Où la belle nature vraie n’a que faire
Et doit céder une fois pour toutes et honteusement
La place
Un enter sans panache, délivré des ténèbres
Étale sa gloire au milieu des ruines
C'est le réve d'un ciel purgé de sa lumière
Descendu parmi nous pour combler nos cauchemars
Poupado de nuvens e raios vingativos
Um rebanho de peregrinos privados de santuário
Cuja dor congela as feições em belos mármores trágicos
Vagueia sem palavra ou propósito entre ruínas orgulhosas
Alguns procuram cavando com as unhas ensanguentadas
Quebrando suas mãos cinzentas na casca imunda
Quem sufoca o globo sob uma mortalha de ébano
Eriçado com ferro maduro, que o tempo tortura
O mundo passou, era só a chama
De uma vela cuja cera acabou
O mundo passou e ninguém se arrepende
Porque são precisos olhos para ver cair
Nenhum raio do céu, nenhuma ira de Deus
Nada além de uma morte fugaz, um torpor silencioso
Quão triste o mundo fica na hora da retratação
Quando os céus estão bloqueados
E a procissão passa, mascarada abjeta
Penitentes espancados, torturados, flagelados pela ausência
Os rangidos do aço, ensanguentados de ferrugem, quebram o silêncio
Em todo o mercúrio, todos os vapores doentios fumegantes
A fome, a sede
Os paraísos autistas com grades pesadas de chumbo
Orações empilhadas em montes de escória negra como carvão
E o anjo da morte sorrindo no horizonte
É necessário por todos os meios de atividade possíveis
Substitua a natureza em todos os lugares
Onde finalmente será o reinado de todos os produtos manufaturados falsificados
De todos os vis substitutos sintéticos
Onde a bela e verdadeira natureza não tem nada a ver
E deve ceder de uma vez por todas e vergonhosamente
O lugar
Uma entrada sem brilho, libertada da escuridão
Espalha sua glória entre as ruínas
É o sonho de um céu expurgado de sua luz
Descendo entre nós para preencher nossos pesadelos
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