Maria Montanha
Não tem alegria
E veste de negro
De noite e de dia
Que a vida não corre
Como pertencia
E vive consigo
Remoendo o mundo
E fica sozinha
Escrevendo e cismando
Pois nada acontece
Nem onde nem quando
Maria Montanha
Recusa de amor
Reclusa no tempo
Que o templo da vida
Nunca acontecida
Lhe causa estupor
E à noite, secreta,
Recomeça tudo
E avança para o escuro
E sobe à montanha
Cabelos ao vento
Boca de veludo
E sonha com o mundo
Diferente e distante
Que nunca haverá
Recitando ao vento
As canções do amante
Que nunca ousará
Maria Montanha
Maria distante
Maria mulher
Vestida de negro
De negro vestida
Para lá de Amarante
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo