Nos meus guardados
recolho um tempo
(que o próprio tempo
não lembra mais)
e o jeito antigo
que o avô charrua
bebeu da lua
pra me batizar.
Guardo o amargo
que amarga a fronte
do velho horizonte
que o sol desbotou,
e um olho d'agua
chora a saudade
da antiguidade
que o Rio Grande herdou.
Nos meus guardados
afago um pago
que anda vago
pelo corredor,
de uma gente
que atropela os dias
em horas vazias
de arado e flor.
Dos meus guardados
eu trago as penas
da manhã serena
que lambe o capim,
e a alma viúva
de rondar esperas
de uma tapera
que ruiu em mim.
Dos meus guardados
apartei um tanto
do tino de campo
que a razão me deu,
pra tombar semente
num fundo de estância
quando eu for distância
e enraizar de vez.
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