O ponto branco quase no pulso do braço quebrado
A mancha negra nas costas que só o espelho mostra
As lágrimas estão sazonadas sob ambos os olhos vermelhos
O suor frio escorre mesmo nestas noites tão quentes
A brisa leve não desanuvia, também não atordoa
Os pés descalços que querem chão, mesmo que doa
Leva as mãos crispadas para os céus, como numa loa
Tudo fica cada vez mais leve, ele sente, e nada voa
Que morra aquilo que não tem cura
Não há nada demais aqui
Que morra aquilo que não tem cura
O tempo em branco descreve a trajetória da vida dura
A página escura da breve vida deve à vida alguma ternura
A parca esperança, a mais remota lembrança, o sol
Ele quase dormindo o bom pesadelo - Camus, olhos e sol
Ninguém poderia sustentar o lastro do que sentia, então
Seus pés e suas mãos inverteram suas bases de sustentação
Por fim pensou que sendo leve poderia voar mais alto
Que, sendo tão leve ousaria o definitivo salto
Que morra aquilo que não tem cura
Não há nada demais aqui
Que morra aquilo que não tem cura
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