A intempérie quem vem da banda oriental
Se dando volta arrepia o firmamento
Pois o inverno que mete a cara e se ajeita
Trás seus anseios no contraponto dos ventos
Esta lâmpana eu pede boca e se agranda
Virando o pêlo do eguedo da manada
É a promessa de que o tempo será malo
Templando enchentes e aragem fria das geadas
Mais uma vez os ranchos pobres da fronteira
Serão trincheiras dos índios de sangue quente
Por que o inverno desta vez será bagual
E aos poquitos vai castigando está gente
Sorte paisano pois não falta um fogo grande
Que tenha brasa de sobra pra dois parceiros
Quem acolhera corpo e alma, labaredas
Sabe que o frio jamais entanguiu fronteiro
Então mateio num rancho que fiz pra dois
Pena que tantos não têm a mesma sorte
Porque o destino é uma tormenta mui braba
Que aquebranta quem não tem um corpo forte
Mas menos mal que a primavera é uma esperança
Do índio quebra que a vida surra na calma
Se o sol é um poncho que aquenta carne e osso
O frio do inverno não logra o calor da alma
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo