Um saco de estopa
com embira amarrado
Eu trago guardado é a minha paixão
Uma bota velha
chapéu cor de ouro
Bainha de couro e um velho facão
Tem um par de esporas,
um arreio e um laço
um punhal de aço e rabo de tatu
Tenho uma guaiaca ainda perfeita
Caprichada e feita só
de couro cru
Introdução
Do lampião quebrado
só resta o pavio
Pra lembrar o frio
eu também guardei
Um pelego branco
que perdeu o pêlo
Apesar do zelo com que eu cuidei
Também um cachimbo
de canudo longo
Quantos pernilongos
com ele espantei
Um estribo esquerdo
que guardo com jeito
Porque o direito
na cerca eu quebrei
Introdução
A nota fiscal já toda amarela da primeira sela
Que eu mesmo comprei
Lá em soledade,
na casa da cinta
Duzentos e trinta
na hora paguei
Também o recibo
já todo amassado
Primeiro ordenado que eu faturei
É a minha tráia
num saco amarrado
Num canto encostado
que eu sempre guardei
Introdução
Pra mim representa
um belo passado
A lida de gado
que eu sempre gostei
Assim enfrentei
esse trabalho duro
Que fiz meu futuro sem violar a lei
O saco é a relíquia
que o meus apetrechos
Não vendo e não deixo
ninguém por a mão
Nos trancos da vida
segurei o taco
E o ouro do saco
é a recordação.
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo
Enquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClub