Enxergar e ver são duas coisas em conflito
Mas eu não posso ser hipócrita a esse ponto
Eu tentei descrever minha história em um só conto
Onde não caberiam nem as bulas dos medicamentos
E seus defeitos
Me peguei sem viver
Até me achar pela neblina que me proíbem de ver
Me encontrei sem saber por que minha mente viajava
Enquanto me sentia bem
Eu sei que muitos ainda não sabem a tramoia que estamos no meio
Se eu tenho uma ponta de um baga no bolso, na rua preciso ficar ligeiro
A cabeça fechada das massas ainda me enquadra como um criminoso
Mas se eles souberem de tudo que rola nas ruas iam ver que tá osso
Uma planta que dá pra usar de remédio, de roupa e até combustível
Apegada a imagem racista de um século atrás, parece plausível?
Clandestina ela paga corruptos, que derramam chorume em seus púlpitos
Inventando moral sob os dogmas, farsas
Mentiras que nos deixam putos
Até quando vão deixar cair quem está entre vocês?
Matam um por vez
Eles se vendem muito bem, sempre pelo que convém
Então abra seus olhos e veja quem realmente é
Cidadão de bem já parece suspeito
Passou da hora, preciso lutar, não dá mais pra seguir desse jeito
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