15 cifras de Alceu Valença para tocar no violão

Confira as melhores dicas para incluir os sucessos do gigante pernambucano no seu repertório!

Listas de Músicas · Por Geraldo Paim

As cifras de Alceu Valença são indispensáveis em qualquer repertório. Da MPB ao forró e rock, suas músicas funcionam tanto na folia de Carnaval quanto em rodas de violão.

Esse repertório é muito democrático: há canções acessíveis para iniciantes e traz técnicas para aumentar as habilidades de quem já toca há mais tempo. Vamos?

As melhores cifras de Alceu Valença para aprender no violão

A obra de Alceu é uma verdadeira aula de ritmos brasileiros, e seu repertório oferece opções para todos os níveis de aprendizado.

Por isso, selecionamos alguns sucessos do cantor pernambucano para você estudar. Prepare-se e venha aprender as principais cifras de Alceu Valença!

1. Dia Branco

Para tocar Dia Branco, você vai precisar dominar a levada de forró, alternando um toque para baixo e dois para cima. A música possui 7 acordes, sendo 5 deles com pestana.

A boa notícia é que elas não variam muito ao longo do braço do violão e as trocas são tranquilas. Tenha atenção também às convenções feitas com power chords.

2. Cabelo no Pente

O ritmo de Cabelo no Pente é um baião mais lento, e lembra bastante uma batida de reggae. A cifra conta com 13 acordes divididos em três partes distintas.

A primeira parte tem uma sequência longa de shapes que exige memória. O pré-refrão e o refrão têm trocas rápidas de acordes, mas a sequência harmônica não é tão grande.

Fique de olho nas inversões de baixo (a nota mais grave do acorde).

3. Girassol

Um dos maiores hits de Alceu, Girassol é formada por apenas 5 acordes básicos. A batida é o forró clássico (alternando baixo e cima) com uma quebrada típica do gênero.

Se você quiser encarar novos desafios, o solo da introdução é um ótimo estudo para técnicas de pull off e slide.

4. Cavalo-de-Pau

Cavalo-de-Pau é marcada por um dedilhado e, depois, cai em uma batida de forró lenta, com toques que apenas marcam o tempo.

São apenas 6 acordes e o Db/F exige um cuidado extra, por ser importante para a progressão harmônica. Ele possui um shape um pouco mais complicado para iniciantes.

5. Xote das Meninas

Essa releitura do clássico de Luiz Gonzaga traz a batida tradicional do xote, com um acento no tempo fraco (o contratempo).

Xote das Meninas possui 15 acordes com trocas rápidas que acompanham a melodia. O desafio aqui é o acorde de G#m7(5-), um pouco incomum. O segredo é manter o balanço do forrozinho cravado, sem correr.

6. Petrolina Juazeiro

Petrolina Juazeiro é um forró autêntico, porém tocado de forma mais cadenciada. A estrutura é bem característica do gênero e a harmonia é intuitiva, com 11 acordes.

Cuidado para não confundir as sequências de acordes da primeira parte com as do pré-refrão e refrão.

7. Tropicana (Morena Tropicana)

Tropicana (Morena Tropicana) começa com uma puxada de acordes nos tempos fracos, padrão no forró. Ela possui ao todo 9 acordes divididos em 3 partes.

O pré-refrão possui shapes pouco comuns como C#m7(5-) e Bm/F# em trocas rápidas. Já o refrão é intuitivo e vai de maneira simples com a voz.

8. Solidão

Solidão começa com um dedilhado e evolui para uma batida simples, no estilo reggae lento, acentuando o tempo fraco.

Ela possui apenas 3 acordes divididos em duas partes que se repetem, ideal para iniciantes.

9. Coração Bobo

Coração Bobo se divide em dois momentos. A primeira parte é uma estrofe com dedilhado melódico e uma sequência onde os shapes se complementam (Em, G/F#, G e A7).

Em seguida, há um forró bem groovado com trocas rápidas. Ao todo, são 8 acordes simples.

O segredo é segurar o andamento na parte dedilhada para não deixar o ritmo cair quando o forró começar.

10. Táxi Lunar

Em Táxi Lunar a sequência de acordes constrói tanto a melodia quanto o ritmo. São 9 acordes ao todo, com o ritmo de forró tradicional.

As progressões principais nas estrofes são: Dm – C – Bm – Am7 e G – F – Em. Quando chega no refrão, a troca entre os acordes Am7, Bm7 e C7M é bem mais tranquila.

11. La Belle de Jour

La Belle de Jour começa com um dos dedilhados mais bonitos e reconhecíveis da música brasileira, que marca tanto a melodia quanto o ritmo.

A harmonia é simples, com apenas 5 acordes (C, Em, G, F e Am). Ela é perfeita para quem quer começar a treinar dedilhados. Por isso, não deixe de conferir a tablatura!

12. Como Dois Animais

Como Dois Animais tem uma batida de forró lenta com uma frase marcante antes dos ataques nas tríades (nos tempos fracos), o que garante o balanço.

Ao todo, são 8 acordes simples. O desafio aparece no refrão, em que 2 acordes com pestana exigem uma troca ágil entre eles.

13. Flor de Tangerina

Flor de Tangerina conta com 9 acordes, em que há pestanas e shapes com sétima maior. Como o ritmo é um forró lento, você terá tempo para realizar a troca de acordes com calma.

14. Ai Que Saudade D’ocê

Ai Que Saudade D’ocê tem um ritmo lento e dançante, marcado pelo dedilhado. Ao todo, são 18 acordes.

Dois deles trazem uma variação nos baixos dos acordes (B/D# e E/G#) enquanto 3 possuem pestana.

15. Anunciação

Anunciação possui 5 acordes com trocas rápidas. A levada de forró exige precisão e, por isso, os toques devem ser no tempo certo, sem correr nem atrasar.

Recomendamos treinar com um metrônomo para ganhar consistência. Dedique também um tempo para aprender o riff da introdução. Para mais detalhes, assista à videoaula abaixo!

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Foto de Geraldo Paim

Geraldo Paim

Jornalista e produtor de conteúdo. Fissurado em música e ligado em artes, história e crítica cultural. Cantor e compositor, além de tocar violão, guitarra, piano e baixo.

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