Em meio à equidistância do infinito
De um ser metamórfico o cérebro devaneia
Ora chave, ora porta, ora martelo, ora justiça
Ora papel, ora bolas
E eu que acreditava no sistema
Quero ser peçonha
Ser sangue, dor, ser sacrifício
Quero ser Cleópatra
Ser relógio, ser ócio, ser ponteiros
Ser palavras no pergaminho
Quero ser verso de nenhuma métrica
De nenhuma rima
Quero ser pão, quero ser vinho
Quero ser fome, sede e vício
Quero ser língua na língua, olhos nos olhos
Quero o nirvana
Quero ser e ser
Só não quero ser espelho
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