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60 anos dos Rolling Stones: irreverência e intensidade de uma banda imortal

Em comemoração dos 60 anos de uma das mais importantes bandas de todos os tempos, hoje você confere tudo sobre a história dos Rolling Stones!

Logotipo dos Rolling Stones da ilustração de uma boca vermelha com a grande língua para fora
Mick Jagger e companhia têm uma trajetória de peso e sem igual! (Foto/Rolling Stones)

Mick Jagger e companhia têm uma trajetória de peso e sem igual! (Foto/Rolling Stones)

Um nome criado de supetão, um logotipo que ultrapassou gerações, sexo, drogas e claro, muito rock’n’roll. Assim foi delineada a história dos Rolling Stones, banda que levou o rock a outro patamar, através da rebeldia e som de qualidade.

Nesse sentido, há 60 anos, garotos britânicos fãs do blues estadunidense formaram a banda que seria uma das mais importantes na Invasão Britânica.

Como resultado disso, são mais de 250 milhões de álbuns vendidos, turnês lucrativas e público recorde aqui no Brasil. Não é à toa que uma banda tão cheia de energia fez as pedras rolarem ao longo de todos esses anos, se mantendo na ativa até hoje.

Vem com a gente conferir momentos marcantes da jornada desses ícones do rock?

A história dos Rolling Stones

Traduzir toda a intensidade da história dos Rolling Stones pode soar como missão quase impossível. Por isso, separamos alguns momentos para você mergulhar na essência dos 60 anos da banda!

O início da banda e a descoberta da própria identidade

Antes de tudo, foi num reencontro de amigos de infância com interesse em rock and roll que os Stones surgiram. Dessa forma, Mick Jagger e Keith Richards foram convidados por Brian Jones para compor uma banda de R&B fora da América.

Juntamente a Brian, o pianista Ian Stewart chegou a gravar com a banda, mesmo sem posar como membro. Somado a isso, Charlie Watts assumiria a bateria para dominá-la com classe e cavalheirismo, marca registrada de sua personalidade.

Então, essa união de talentos foi vista pelo assessor de imprensa dos Beatles,! Assim, em 64, o primeiro disco da banda ganhou o mundo e, embora gravado precariamente, alcançou 100 mil unidades vendidas logo na primeira semana.

Já deu para entender o que vinha por aí, né? Aqui começava, de fato, a história dos Rolling Stones nas paradas de sucesso, marcada por produtos personalizados, shows e adolescentes em frenesi.

Apesar do sucesso do disco de estreia, foi apenas em 1965 que seu maior hit ganhou vida: (I Can’t Get No) Satisfaction, no álbum Out of Our Heads.

Depois da confiança adquirida, eles flertaram com o rock psicodélico e, junto a isso, as drogas igualmente alucinantes. Em seguida, produziram mais hits, como Jumpin’ Jack Flash.

Porém, é durante esse embalo, em 1969, que Brian Jones foi demitido da banda, por conta de desavenças com outros membros do grupo. Ele substituído por Mick Taylor. No entanto, o fundador dos Rolling Stones foi encontrado morto em sua piscina poucos dias após sua saída.

E as tragédias não paravam por aí. No mesmo ano, quatro pessoas morreram em um de seus shows, vítimas de agressões por parte da segurança dos eventos.

Os anos 70: logotipo e exílio

Ao ingressar na gravadora Atlantic Records, chegou a possibilidade da banda ter um selo próprio. E quem não conhece a imagem da boca com a língua para fora, não é?

A logo foi usada pela primeira vez no encarte do disco Sticky Fingers, de 1971, famoso por sua capa icônica com um zíper.

Capa do álbum Sticky Fingers, dos Rolling Stones
Capa oficial do álbum Sticky Fingers (Foto/Rolling Stones)

Por ser uma peça totalmente ligada ao conceito da “pop art”, muitas pessoas acreditam que o criador desta obra foi o lendário Andy Warhol. Porém, a imagem foi feita por John Pasche, um estudante de artes da Royal College of Art, faculdade de Londres.

Em 1969, Jagger pediu ao artista que elaborasse uma nova arte, já que as sugestões anteriores feitas pela Decca Records não foram aprovadas.

Anos após sua criação, a logo trouxe aos Stones a solidificação da marca e milhares de dólares, oriundos das vendas de produtos licenciados.

Foi nessa mesma época que a banda se hospedou em uma mansão no sul da França, em detrimento de dívidas estratosféricas de impostos. Esse período de autoexílio resultou no icônico Exile on Main St., um dos álbuns que completam 50 anos em 2022.

Como resultado, eles saíram em turnê e acertaram as contas na terra da Rainha, mas Keith e sua esposa foram acusados de tráfico de drogas. Logo, o período de rehab veio e o álbum duplo também, sendo considerado por muitos o mais consistente e versátil da banda.

Os anos seguintes foram marcados pela saída de Mick Taylor, que seguiu carreira solo, a entrada de Ron Wood para segunda guitarra e o lançamento de mais álbuns.

A discografia dos Stones mistura discos intimistas, com convidados como Billy Preston, trabalhos mais punk – Some Girls, por exemplo – e sucessos comerciais, que é o caso de Start Me Up.

Anos 80, 90 e 2000

Já o restante dos anos 80 e 90 foram marcados por rumores de separação, desentendimentos e especulações, que contribuíram para que suas vendas aumentassem ainda mais.

Seguindo o embalo, nos anos 2000, os Stones apresentaram aos seus fãs estruturas gigantes, turnês extensas e álbuns mais voltados às raízes.

Os anos seguintes os consagraram com filmes exibidos nos cinemas, participação no Guitar Hero, homenagens do Maroon 5 e muito mais.

A perda de Charlie Watts

O legado de Charlie Watts merece um texto à parte, devido à sua maestria à frente da bateria de uma das bandas mais icônicas dos últimos tempos.

Os fãs aguardavam ansiosos pela retomada dos shows pós-pandemia, até que se depararam com a notícia de sua perda. Nesse sentido, não só a banda lamentou sua partida, como todos os fãs e o mundo da música.

Charlie Watts deixou sua marca registrada como um lord discreto e talentoso. Além disso, ficou conhecido como um baterista de identidade própria, com batidas secas e “estraladas” na caixa, tempos marcados etc. O músico faleceu aos 80 anos, em Londres.

Rolling Stones e o Brasil: um caso de amor cheio de frutos

Mesmo que a banda tenha começado suas atividades em 1962, a história dos Rolling Stones no Brasil só começou na década de 90. Antes desse início, os músicos haviam pisado em solos brasileiros como meros turistas.

Dessa forma, o sossego deu lugar ao assédio da imprensa e dos fãs. Por consequência, veio a inspiração para o ritmo de Sympathy For The Devil.

Apesar disso, o primeiro show dos Rolling Stones no Brasil aconteceu no Pacaembu, em uma noite chuvosa de 95. Foi o primeiro de uma turnê que se estenderia para São Paulo e Rio de Janeiro, com direito a abertura de Barão Vermelho, Rita Lee e Spin Doctors.

Depois disso, a banda retornou em 1998, quando entoou seus versos no Ibirapuera, em São Paulo, e na Praça da Apoteose, no Rio.

Foi na véspera desses shows que Mick Jagger conheceu a então modelo Luciana Gimenez, com quem teve seu sétimo filho, Lucas. Já em 2006, sem ter que provar mais nada a ninguém, a banda tocou diante de 1,5 milhão de pessoas na praia de Copacabana.

Por fim, a mais recente passagem dos britânicos pelo Brasil foi em 2016, quando a banda visitou as capitais de Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul. Assim, em cada cidade, os Rolling Stones receberam uma abertura diferente, que ficou por conta de Titãs, Cachorro Grande e Ultraje a Rigor.

A relação com o Brasil não para por aí! Em 2019, eles lançaram o remix de Living in a Ghost Town, assinado por Alok, assim como o single Gotta Get a Grip.

O eterno legado dos Stones

Enfim, fato é que a musicalidade proposta pelos Stones durante esses 60 anos da banda teve o poder de influenciar praticamente tudo que veio depois.

Nesse sentido, sem eles é possível que bandas como Aerosmith, AC/DC, Guns N’ Roses, Barão Vermelho, The Hives e outras milhares não teriam suas sonoridades.

Tal feito é comemorado não só aqui no Cifra Club, mas também no documentário My Life as a Rolling Stones, que será lançado em agosto.

Até lá, você pode compartilhar este post especial com os seus amigos que também são fãs da banda para celebrar a história dos Rolling Stones. Além disso, se você também curte fazer um som, aproveite para tocar as melhores músicas dos Stones  e “se mover como Jagger”.

Viva os 60 anos dos Rolling Stones!

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