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Os 10 melhores sambas para tocar no violão

Dia 2 de dezembro é o dia do samba! Então nada mais justo do que homenagearmos esse ritmo tão amado pelos brasileiros e que ajudou a construir nossa identidade pelo mundo afora. Desse modo, selecionamos os melhores sambas para tocar no violão.

Jorge Aragão cantando algum dos melhores sambas para tocar no violão, durante show ao vivo
Jorge Aragão, mestre supremo do samba e da música brasileira popular (Foto/Divulgação)

O samba surgiu em meados do século XIX, na Bahia, e trazia a influência de diversos ritmos africanos. Depois, foi trazido para o Rio de Janeiro, onde se solidificou de vez. Hoje, o ritmo perdeu um pouco de sua popularidade para estilos como sertanejo e funk, mas segue sendo apreciado por muitos e influenciando vários artistas.

Os melhores sambas para tocar no violão

Nesta lista procuramos trazer sucessos de diversas décadas, e você vai encontrar opções para todos os níveis de violonistas, do iniciante ao avançado.

Além disso, foram contempladas músicas de vários estilos de samba, desde o samba-canção até o samba-exaltação, passando por outros subgêneros, como o samba-enredo. Todos eles com muito “ziriguidum”, “balacobaco” e “telecoteco”!

1. Trem das Onze — Demônios da Garoa (1964)

Agora você não tem desculpa para não tocar uma das músicas mais importantes nas rodas de samba. Isso porque, além da cifra de Trem das Onze, o Cifra Club tem duas videoaulas. A primeira tem acordes com pestana, algumas passagens conhecidas como “baixarias” e acordes não tão familiares para o iniciante. Veja abaixo:

Já a versão simplificada de Trem das Onze, naturalmente, evita os detalhes da videoaula anterior. Confira:

2. Não Deixe o Samba Morrer — Alcione (1975)

A versão completa de Não Deixe o Samba Morrer possui 12 acordes (alguns apenas de passagem), incluindo dissonantes e pestanas. Logo, esse samba é ideal para quem está ao menos no nível intermediário. Mas, assim que o iniciante começa a dominar as pestanas, a canção já pode ser um desafio interessante. A troca de acordes não é tão rápida e dá para aprender as formações “menos básicas” sem tanta dificuldade.

3. Eu e Você Sempre — Jorge Aragão (2000)

O samba Eu e Você Sempre pode ser tocado até mesmo pelo iniciante, já que tem poucos acordes e uma transição relativamente lenta entre eles. Se quiser evitar as duas pestanas, uma dica é baixar a canção em um tom (utilize nossa ferramenta à esquerda da cifra) e colocar um capotraste na segunda casa. Mesmo com essas facilidades, o iniciante terá o desafio de fazer o ritmo com a mão direita.

4. O Mundo é um Moinho —Cartola (1976)

A mão direita desse samba-canção é moleza, como você pode assistir na videoaula aqui do Cifra Club. No entanto, os desafios estão mesmo na mão esquerda. A grande quantidade de acordes, suas formações e as “baixarias” são mesmo para quem já tem um bom tempo de prática.

Se for o seu caso, saiba que O Mundo é um Moinho é um dos melhores sambas para tocar no violão, sobretudo se você quiser agradar a um público mais velho.

5. Aquarela do Brasil — Maria Bethânia (1980)

O samba-exaltação do mestre Ary Barroso ganhou, em 1980, uma versão super famosa com a cantora Gal Costa.

Como os acordes de Aquarela do Brasil são muitos e as trocas são rápidas, a música é uma opção para violonistas intermediários e avançados. Se você se assustar com os acordes, uma opção é ir tirando as dissonâncias. Logo, ao invés de fazer um G6/9 (sol com sexta e nona), por exemplo, você pode simplesmente fazer um G (sol maior).

6. É hoje — União da Ilha (1982)

Se você prefere a animação de um samba-enredo, o clássico É Hoje não pode ficar de fora do seu repertório. Você pode executá-lo com poucos acordes, como na versão aqui do Cifra Club e, por isso, é uma boa pedida até para os iniciantes.

O desafio para quem está nesse nível são principalmente as pestanas e o ritmo, que com o tempo precisa ficar cada vez mais suingado e cheio de “ziriguidum”. Comece tocando bem devagar, e vá acelerando conforme for se sentindo à vontade.

7. A Voz do Morro — Zé Keti (1955)

Esse clássico do samba tem 15 acordes e é ideal para o estudante intermediário.

Por sua importância, A Voz do Morro já ganhou muitas regravações, incluindo as de Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho com Bethânia e do “maldito” Luiz Melodia. Todas elas têm uma progressão harmônica muito semelhante, mas com suas particularidades no arranjo. Nesse sentido, a dica é conhecer essas versões e “pescar” um pouco de cada uma para fazer a sua própria interpretação no violão.

8. O Mar Serenou — Clara Nunes (1975)

Com apenas quatro acordes, O Mar Serenou é super simples e pode ser tocada até mesmo pelos mais iniciantes. Embora, para esses, ainda fique o desafio do ritmo na mão direita. Em contrapartida, quem já tem mais intimidade com o instrumento pode enriquecer o arranjo com alternâncias no baixo, baixarias e acréscimo de dissonâncias, por exemplo.

9. Conversa de Botequim — Noel Rosa (1935)

O clássico de Noel Rosa já ganhou diversas e excelentes versões desde que foi composta. No entanto, aqui no Cifra Club, a nossa indicação é Conversa de Botequim em sua versão original, com o próprio Noel.

São 23 acordes e, principalmente por isso, é ideal para o estudante intermediário. O mais legal nesse arranjo é a progressão dos baixos no violão. Mesmo com uma batida relativamente simples, perceba como a mudança rápida nas notas graves dá um toque super especial à canção.

10. Verdade Chinesa — Emílio Santiago (1990)

Essa também é ideal para quem está no nível intermediário. São 23 acordes e cinco pestanas que deixam Verdade Chinesa um pouco difícil para quem está começando. Se você consegue encarar esses acordes, fique atento para o momento da mudança entre eles.

A cifra está certinha, mas ela tem alguns acordes de passagem, que você tem que saber onde encaixar. Caso não saque de cara, vá ouvindo a música no nosso player à direita da cifra.

Como tocar samba no violão?

Algumas dicas já estão acima, como alternar os baixos e desenvolver as chamadas “baixarias”. Tudo isso vai enriquecer bastante a sua execução. Mas é claro que há muitas outras dicas.

Uma delas é a seguinte: o samba precisa de uma certa “malandragem”, tanto na mão esquerda como na mão direita. Em outras palavras, procure não fazer sempre a mesma coisa no decorrer de cada música. Varie a forma de tocar.

Na mão direita, dentre outras coisas, você pode fazer mudanças de dinâmica ou misturar o dedilhado com a “mão cheia”. Enquanto isso, na mão esquerda você pode acrescentar notas complementares de vez em quando, como sétimas e nonas, ou soltar um pouco as cordas rapidamente para gerar um som percussivo. Ainda há infinitas ideias. Por isso, não pare de estudar!

Não deixe o samba morrer!

Agora é a sua vez! Compartilhe este post com os melhores sambas para tocar no violão. Muita gente vai ficar feliz em relembrar essas composições tão lindas e relevantes para a cultura do nosso país. Afinal, nada como canções com melodias tão ricas, cheias de poesia e que retratam tão bem a vida do povo brasileiro. Viva o samba!

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