Suspiro o vento da madrugada.
Sorvo a umidade da maresia.
Fito o horizonte com olhar de sol nascente.
Meus olhos ganham o azul do firmamento
A beira-mar.
Soltas no ar, palavras simples.
Não guardo mais rancor do dia,
Pois não há mais serenidade à noite.
A serenidade, amor, roubaste de mim,
E agora sofro.
Ao voltar ao lar, deparo-me com o já visto:
As luzes da cidade a brilhar como velas,
Apagando as estrelas que na Ilha
Via tão bem, tão brilhantes, tão magníficas...
E efêmeras.
As luzes da cidade não morrem.
As pobres estrelas lutam para brilhar com mais força
Ante o ofuscante fulgor elétrico sobre o concreto
Mas morrem exaustas, esgotadas no esforço
De se fazer deslumbrantes.
Agora, ando eu sobre ruas molhadas.
Na da Praia, na Voluntários, na Farrapos...
Fitando o movimento intenso dos transeuntes
Abrigados em guarda-chuvas de lona:
Todos hipnotizados.
Andam em quatro-por-quatro, à semifusa,
Enquanto eu caio de bossa, dois-por-dois,
Sem pressa alguma em viver ou morrer.
Neutro em minhas linhas antimusicais,
Desperto e lúcido!
A Ilha morreu só.
Gravataí morre aos poucos.
E Porto Alegre morrerá comigo!
Mais de 15 cursos com aulas exclusivas, materiais didáticos e exercícios por R$49,90/mês.
Tenha acesso a benefícios exclusivos no App e no Site
Chega de anúncios
Mais recursos no app do Afinador
Atendimento Prioritário
Aumente seu limite de lista
Ajude a produzir mais conteúdo
Enquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClubEnquanto isso, fique por dentro das novidades!
Facebook CifraClub