Vete, dame espacio, dame tiempo
Cierra bien las cortinas
Estoy harta de ser fuerte
De correr sobre minas
Quiero pausa, quiero sombra
Hoy, la luz contamina
Busco, en el silencio, mi refugio
Sigo sus coordenadas
Por ahora necesito
Un poquito de nada
De recuerdos del futuro
O de vidas pasadas
Tengo arañazos, arde mi piel
Siento cristales bajo mis pies
Guardo un infierno para amar
Fuego que insiste en habitar
Una ciudad de papel
Tengo tormentas que derramar
Puertas abiertas para cerrar
Bajo la mira, el corazón
Quiero bailar con mi dolor
Déjame arder
En mi ciudad de papel
Vuelve, dame aire, dame cielo
Abre bien las cortinas
Ya estoy fuerte, como siempre
Ha llegado otro día
Y es que, a veces, para armarme
Necesito mis ruinas
Tengo arañazos, arde mi piel
Siento cristales bajo mis pies
Guardo un infierno para amar
Fuego que insiste en habitar
Una ciudad de papel
Tengo tormentas que derramar
Puertas abiertas para cerrar
Bajo la mira, el corazón
Quiero bailar con mi dolor
Déjame arder
En mi ciudad de papel
Tengo arañazos, arde mi piel
Siento cristales bajo mis pies
Guardo un infierno para amar
Tanto para dar, hoy quiero arder
Tengo tormentas que derramar
Puertas abiertas para cerrar
Bajo la mira, el corazón
Quiero bailar con mi dolor
Déjame arder
En mi ciudad de papel
Vá embora, me dê espaço, me dê tempo
Feche bem as cortinas
Estou cansada de ser forte
De correr sobre bombas
Quero pausa, quero sombra
Hoje, a luz contagia
Busco meu refúgio no silêncio
Sigo suas coordenadas
Por agora, preciso
De um pouquinho de nada
De lembranças do futuro
Ou de vidas passadas
Tenho arranhados, minha pele está ardendo
Sinto cacos de vidro sob meus pés
Carrego um inferno no amor
Fogo que insiste em morar
Numa cidade de papel
Tenho tempestades para derramar
Portas abertas para fechar
O coração sob a mira
Quero dançar com minha dor
Me deixe queimar
Na minha cidade de papel
Volte, me dê fôlego, me dê o céu
Abra bem as cortinas
Já estou forte de novo, como sempre
Chegou um novo dia
E é que, às vezes, para me proteger
Preciso das minhas ruínas
Tenho arranhados, minha pele está ardendo
Sinto cacos de vidro sob meus pés
Carrego um inferno no amor
Fogo que insiste em morar
Numa cidade de papel
Tenho tempestades para derramar
Portas abertas para fechar
O coração sob a mira
Quero dançar com minha dor
Me deixe queimar
Na minha cidade de papel
Tenho arranhados, minha pele está ardendo
Sinto cacos de vidro sob meus pés
Carrego um inferno no amor
Tanto para dar, hoje quero sentir queimar
Tenho tempestades para derramar
Portas abertas para fechar
O coração sob a mira
Quero dançar com minha dor
Me deixe queimar
Na minha cidade de papel
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