Faces quebradas no chão
Vida no meu solo morre, é em vão
Traga-meu teu cálice onusto de emoção
Transborda e se esvai nos anjos em minhas mãos
Me vejo em todo canto e me sinto só
Não somos nada além de pó, pó
Traga-meu teu cálice onusto de emoção
Transborda e se esvai nos anjos em minhas mãos
Seu vermelho tinge o céu ao sangrar
Eu fui um anjo que te faz chorar
Morto, inerte, sigo juntando peças
Vejo péssimos pais mandando filhos irem à guerra
Na busca de adrenalina
Constantemente sufocado pela anedonia
Ecoa a marcha de uma divina infantaria
Diga, quem enfrentaria a mais pura hierofania?
Minha culpa
Meu azul diluído em raiva
Grita no plano de Dante, meu inferno tão distante
Queima minha pele com palavras que você não entende
Sentimento morto no espelho
Abstive do teu obstar por um momento
Eu tento, mas não penso, tal qual como um peixe preso
Teu beijo matou a gente
Faces quebradas no chão
Vida no meu solo morre, é em vão
Traga-meu teu cálice onusto de emoção
Transborda e se esvai nos anjos em minhas mãos
Me vejo em todo canto e me sinto só
Não somos nada além de nada, de nada
Traga-meu teu cálice onusto de emoção
Transborda e se esvai nos anjos em minhas mãos
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