Yeah, aham, uhum, violento é o amor
É, falei pra ela: Que pena, amor, que pena
Já vou, já vou
Num dia assim, calada, cê me mostrou a vida
E eu já nem sei se sonhava o seu sonho ou o meu
Nem percebi, tudo virar só ódio e dor, morri
Caminhos se abriram, o corpo fechou, segui
De algum jeito, em algum lugar vai existir amor
Quem ousar dizer perdeu? Perdi, morô?
Suas cores, seus ares, de deusas ancestrais
Tão gostosa, da praia mais formosa, meu cais
Amor de rua, Sol e Lua, quando o teto era o céu
Deitado no Anhangabaú, freestyle, pinga com mel
Tão real, sincero e real, amiga
Reacendeu a coragem pra enfrentar meu próprio breu (e o seu)
Não quero guerra eterna, fico com o amor eterno
Quantas vezes entrei no inferno pra te abraçar? (Iguais)
Somos dois animais que se animam, se amigam
Que se abrigam, que se tornam rivais
É foda, que tudo sempre acaba na sua pele
Sigo navegando, só peço que zele
A paz dos melhores dias, melhores anos
Compartilhamos os piores traumas, vivenciamos
Os piores danos, e leva anos, Humanum Est
O espírito errante sempre quer além do que conhece
A contenção da espécie, a sede da alma e a fome do corpo
Passo torto, mas minha prece nunca te esquece
Replanto a semente no jardim dos mortais
O vento sopra nos quatro litorais
A fé e o amor de mãos dadas na rua mais tranquila da Etiópia
Toda volúpia da carne, sem culpa acima das copas
Aprendizado pra vida, a nossa história
De amores, medos, febre, fé, lutas e glórias (viva)
Que o nó que era laço, desembaraço e só
Queria poder sorrir quando lembrasse
Que pena, amor, que pena
Falei pra ela: Que pena, amor, que pena
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