A guitarra base é responsável por fornecer ritmo e harmonia às músicas. Ela complementa outros instrumentos e cria a base sonora que sustenta solos e melodias.
Se você deseja aprender o que é guitarra base e aprofundar ainda mais seus estudos no instrumento, então vem com a gente!
Tudo que você precisa saber sobre guitarra base
É impossível entendermos o que é guitarra base sem antes falarmos sobre alguns conceitos de teoria musical. Bora lá? 🙂
Função da guitarra base
Em primeiro lugar, a guitarra base faz a ponte entre o baixo e a bateria. Dessa forma, o guitarrista base precisa ter uma boa noção de ritmo.
Além disso, a guitarra rítmica fornece a sustentação para as melodias que podem ser tocadas pela guitarra solo, baixo e teclado ou cantadas.
Portanto, um bom basista precisa dominar conceitos de harmonia e campo harmônico.
Harmonia
Ao contrário da melodia, que é uma sequência de notas tocadas uma após a outra, a harmonia acontece quando três ou mais notas são tocadas simultaneamente. Em outras palavras, essas notas formam os acordes.
Derivada do campo harmônico, a sequência ou progressão de acordes de uma música é o apoio para as melodias tocadas por outros instrumentos e cantadas pelo vocalista.
Por isso, o guitarrista base precisa ter uma execução de acordes coesa. Um bom exemplo disso é o modo como John Lennon toca a guitarra base de All My Loving, dos Beatles.
Campo harmônico
O campo harmônico é gerado por um grupo de acordes formados a partir das notas de uma escala. Assim, uma escala maior natural dá origem ao campo harmônico maior dessa mesma escala.
Por exemplo, a escala maior natural de Dó é formada pelas notas Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si.
Ao sobrepomos dois intervalos de terça acima para cada uma dessas notas, teremos um acorde formado por uma tríade, ou seja, três notas para cada uma delas. Logo, o intervalo de terça acima da nota Dó é a nota Mi.
Da mesma maneira, o intervalo de terça acima da nota Mi é a nota Sol. Ao tocarmos as notas Dó, Mi e Sol simultaneamente temos um acorde de Dó Maior.
Classificação das tríades
Quando a primeira sobreposição de terças tiver dois tons de intervalo, teremos um acorde maior.
Porém, se essa mesma sobreposição tiver um tom e meio de intervalo, o acorde é menor. Nos acordes diminutos, ambas as sobreposições têm um tom e meio.
Assim, o campo harmônico maior em Dó tem os seus sete graus formados pelos seguintes acordes com tríades:
| GRAU | ACORDE |
| I | Dó Maior |
| ii | Ré menor |
| iii | Mi menor |
| IV | Fá Maior |
| V | Sol Maior |
| vi | Lá menor |
| vii | Si diminuto |
Portanto, uma música em Dó maior terá sua progressão feita a partir dos acordes acima.
Tétrades
No entanto, existem acordes formados por três sobreposições de terça, com quatro notas ou tétrades.
Por exemplo, ao sobrepomos uma terça acima à nota Sol no acorde de Dó Maior, teremos uma nota Si.
Ao tocarmos essas quatro notas simultaneamente, (Dó, Mi, Sol e Si) temos o acorde de Dó com sétima maior.
Dessa forma, teremos os seguintes acordes com tétrades no campo harmônico maior em Dó:
| GRAU | ACORDE |
| I | Dó Maior com sétima maior |
| ii | Ré menor com sétima menor |
| iii | Mi menor com sétima menor |
| IV | Fá Maior com sétima maior |
| V | Sol Maior com sétima menor |
| vi | Lá menor com sétima menor |
| vii | Si diminuto com sétima menor |
Eles também podem ser usados em uma música cuja tonalidade seja Dó maior.
Progressão de acordes
Além de ser um dos elementos fundamentais da guitarra base, conhecer a relação de graus de uma progressão de acordes ajuda muito a tirar músicas de ouvido e até compor.
Uma música pode ter duas, três ou mais progressões diferentes, divididas entre verso, refrão e ponte. No entanto, duas partes diferentes de uma música podem ter a mesma progressão.
Like A Rolling Stone, do Bob Dylan, está em Dó maior e tem quatro progressões. No verso temos a progressão I, ii, iii, IV, V, ou seja, C, Dm7, Em, F e G.
A ponte tem duas progressões, sendo a primeira IV, V, ou seja, F e G. Já a segunda é IV, iii, ii, I, ii, IV, V (F, Em, Dm7, C, Dm7, F e G).
Por fim, o refrão é I, IV, V (C, Fe G).
O segundo grau do campo harmônico foi enriquecido com uma sétima. Um bom guitarrista base sempre procura melhorar suas progressões, além de procurar sempre conhecer novos acordes.
Ritmo
O céu é o limite quando falamos de ritmo relacionado à guitarra base. Inúmeras técnicas podem ser usadas, como o downpicking, por exemplo, no punk e no heavy metal.
Infinitas batidas, dedilhados e por aí vai. Tudo depende do estilo que se está tocando e do resultado que se quer atingir.
Por exemplo, na música Pinball Wizard, da banda The Who, a guitarra base é tão ou mais marcante que a melodia vocal, devido à sua batida peculiar de mão direita.
Na introdução, as palhetadas são sempre para baixo com um toque mais acentuado quando muda o acorde. Já a batida do verso é totalmente marcante.
Arpejos
Tocar um arpejo, ou seja, dedilhar as notas de um acorde uma após a outra, também é uma forma muito usada na guitarra base.
As notas de um arpejo têm quase sempre a mesma duração. Além disso, elas são tocadas em um determinado andamento.
Por isso, um arpejo soa como uma harmonia em vez de uma melodia para o ouvido humano. Stairway To Heaven, do Led Zeppelin, está entre os mais famosos arpejos da história.
Riffs
O riff é uma progressão de acordes ou de notas que se repete ao longo de uma música.
Muitas músicas possuem riffs que se tornaram sua principal referência, mais até do que a melodia vocal. Esse é o caso de Smoke On The Water, do Deep Purple.
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