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Técnicas de baixo: o guia definitivo pra você evoluir no instrumento

Ao lado da bateria, o baixo integra o que chamamos de “cozinha da banda”, guiando os outros instrumentos e auxiliando o entrosamento entre eles. Dono dos graves de peso da música, o instrumento faz, literalmente, o coração bater mais forte. Porém, pra isso acontecer do modo esperado, é preciso dominar algumas técnicas de baixo.

Execução do pizzicato, uma das técnicas de baixo
A força dos graves do baixo contribui para a cadência das músicas (Foto/Pixabay)

Com dedicação e treino, você terá um baixo marcante e de responsa. Preparado pra evoluir?

As 7 técnicas de baixo que você precisa dominar

Quem não domina certas técnicas de baixo tem um “problema grave”! Brincadeiras à parte, todo instrumentista sabe que precisa passar pelos exercícios de aprimoramento técnico que, por vezes, são repetitivos. A dica, no entanto, é aprender músicas que você goste e que contenham essas técnicas. Dessa forma, você treina com muito mais disposição.

Neste post, selecionamos 7 técnicas que você precisa dominar no baixolão ou baixo elétrico. Portanto, afine suas 4, 5, 6 ou até 15 cordas (sim, existe um baixo de 15 cordas), e bora treinar!

Pizzicato, a mãe das técnicas de baixo

Sem dúvida, a primeira técnica que todo baixista precisa dominar é o pizzicato. A palavra é difícil e tem gente que adora complicar com um sotaque italiano. A execução, porém, não tem mistério: basta alternar os dedos indicador e médio da mão direita nas cordas.

Mulher executando pizzicato, uma das técnicas de baixo mais importantes
Movimento dos dedos da mão direita indicam a execução de um pizzicato (Foto/Pexels)

O mais importante, certamente, é manter o andamento pra não virar bagunça e não atrapalhar os outros instrumentistas. Para isso, deslize os dedos pelas cordas sem puxá-las. Os dedos devem estar relaxados, mas firmes, pra tocar as cordas certas sem raspar as que você não quer.

Sobretudo, precisão e treinamento resumem o sucesso da técnica pizzicato. Ah! uma curiosidade dessa palavra simpática é que significa “beliscado” em italiano. A videoaula de baixo de Billie Jean, do Michael Jackson, é um ótimo exemplo de como “beliscar”, conforme você confere a seguir.

Posso tocar baixo com palheta?

Antes de mais nada, vamos deixar claro que a competição “pizzicato vs. palheta” não cabe na democracia da música. Logo, cada técnica tem uma função e vale experimentar e executar o que fica melhor pra você e seu repertório. 

A palheta extrai um timbre mais médio no baixo em relação ao pizzicato. Ela é mais usada em metal e punk rock, por exemplo, pois, nesses ritmos, o que predomina são as notas mais rápidas

Portanto, não é crime usar o acessório pra achar uma técnica diferente no instrumento, ok? Pra provar, definitivamente, a quem duvida, olha só o Sir Paul McCartney usando a palheta em Silly Love Songs:

Slap – uma das técnicas de baixo mais conhecidas

Definitivamente, dominar o slap significa um salto na sua evolução no baixo, potencializando os grooves e acrescentando um gingado inconfundível na música. Nessa técnica um tanto percussiva, você extrai o som do instrumento por meio de impactos nas cordas. Em outras palavras, batendo nelas.

Nesse sentido, usa-se o polegar como se fosse o bumbo da bateria, batendo leve e firme na corda certa. E o dedo indicador ou médio, que inicialmente simula o som da caixa, puxa as cordas num movimento certeiro. Na tablatura, o slap aparece com um “t” de tap, para bater, e “p” de pull, para puxar

Músico tocando baixo
O inconfundível slap, técnica associada à pegada mais nervosa do rock (Foto/Pexels)

Podemos citar inúmeros baixistas que fazem slaps perfeitos, por exemplo, o próprio criador dele, Larry Graham. Porém, turma da grooveria, é irresistível não mencionar o Flea, baixista do Red Hot Chilli Pepers:

Hammer-on

Hammer significa martelo em inglês e é isso mesmo o que você vai fazer numa das técnicas de baixo mais importantes. Aliás, em todos os instrumentos de cordas: o hammer-on (se pronuncia junto, como “ramerón”). Ela é uma das formas de fazer os ligados, ou seja, permite que toque mais de uma nota com um só toque na corda.

Primeiro, segure a nota que você quer no braço do baixo, toque a corda correspondente e deixe-a soar pelo tempo que a levada pede. Depois, sem soltar a primeira nota no braço, “martele” a próxima nota que deseja, na mesma corda.

Na tablatura, o hammer-on aparece com um “h” entre as notas unidas. Por exemplo, “2h3”, como na tab de One, do Metallica. Veja este vídeo bem didático sobre essa técnica para hammer-on nas cordas:

Pull off

Muitas vezes, o pull off completa o hammer-on, como você vai ver na tablatura de Iron Man, do Black Sabbath. Ele aparece com um “p” na parte 2, em “4h5p4”, ou seja, toque na casa 4, faça hammer-on na casa 5, seguido de pull off na casa 4.

Tal qual o hammer-on, o pull off é uma forma de fazer os ligados. Porém, em vez de bater, você vai puxar a corda. Veja como executar:

Tapping

Essa técnica vai deixar seu domínio no baixo ainda mais completo e, definitivamente, vai te tirar da zona de conforto. Assim como outras técnicas, o tapping é adotado em diversos instrumentos de cordas.

Resumindo, ela consiste em tocar as notas “martelando” sobre as cordas com as duas mãos. Nesse sentido, no braço do baixo, as cordas assumem uma função parecida com as teclas de um piano.

O segredo para um tapping preciso é tocar uma nota e, ao mesmo tempo, abafar as outras. O resultado é um som limpo e cirúrgico, como explica a fera do baixo Ronaldo lobo:

Fingerstyle entre as técnicas de baixo?

O fingerstyle é uma técnica bastante usada no violão, mas não é exclusiva dele. É possível tocar fingerstyle em outros instrumentos de cordas, como a guitarra, o baixo e até o ukelele.

Esse estilo é, na verdade, a soma de abordagens e técnicas de digitação e dedilhado que formam arranjos ricos. Para isso, é preciso ganhar desenvoltura pra usar todo o braço do baixo, fazendo, assim, a base e o solo ao mesmo tempo. No baixo elétrico, inclusive, o fingerstyle fica ainda melhor quando você explora os efeitos sonoros que ele proporciona.

Confira uma amostra do fingerstyle no baixo com este vídeo do mestre Felipe Andreoli, do Angra, e o Fofão, do Cifra Club:

Para as técnicas, o céu é o limite!

Por fim, lembre-se de salvar e espalhar o link deste artigo por aí, pra consultá-lo sempre que precisar. E pra quem quer evoluir ainda mais, a dica é ingressar no Cifra Club Academy, a plataforma de EAD de música mais completa do Brasil.

Cifra Club Academy, plataforma de ensino de música
Cifra Club Academy, a plataforma EAD que forma músicos completos (Imagem/Divulgação)

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