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Música que salva: Projeto leva música clássica para favelas cariocas

Alunos do projeto em ação (Divulgação)

O setembro amarelo chegou ao fim, mas sempre é hora de falar sobre saúde mental e preservação da vida. Como o negócio aqui é música, estramos uma série de matérias sobre o tema música que salva – pois temos certeza que a nossa maior paixão também é capaz de salvar vidas!

Quem também acredita nessa perspectiva é a musicista Fiorella Solares, que comanda um projeto social que ensina música clássicas para mais de mil crianças carantes das comunidades do Rio de Janeiro.

Fiorella Solares (Divulgação/UPPRJ)

Fiorella nasceu na Guatemala e veio para o Brasil há 35 anos, para construir uma carreira na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do estado. No Brasil, ela conheceu e se casou com o maestro David Machado, que sonhava em idealizar um projeto social voltado para a música.

Com a morte do marido, em 1995, e já tão apaixonada pelo Rio para não querer sair mais da cidade, ela resolveu concretizar os planos que tinha com David. Assim, ela inaugurou a Ação Social pela Música. O projeto leva o universo da música clássica para crianças de comunidades carentes de cidades do Rio de Janeiro. Graças ao projeto, todas essas as crianças têm contato com violinos, flautas, violas e clarinetes, além de noções básicas sobre música clássica.

Vinte anos depois, o projeto Ação Social pela Música cresceu e tem sedes em quatro regiões do Rio (Chapéu Mangueira, Morro dos Macacos, Cidade de Deus e Complexo do Alemão). Os alunos, que têm entre seis e 18 anos, são apresentados a esses instrumentos básicos da orquestra. Depois de escolherem seus preferidos preferido, os meninos e meninas seguem uma rotina de três horas de aula durante três tardes da semana para incrementar no aprendizado. Além das aulas de música, o curso apresenta vivências de conjunto orquestral e fornece reforço escolar aos alunos, além de uma cesta básica para as famílias dos estudantes.

Despertar a paixão pela música em crianças em situação de risco é uma maneira de salvar milhares de vidas que poderiam ter um destino completamente diferente. Por exemplo, o primeiro núcleo construído na Ação Social Pela Música, em Campos dos Goytacazes, deu origem a uma orquestra semi-profissional com esses mesmos jovens que aprenderam o bê-a-bá dos instrumentos nas oficinas.

Em entrevista à Veja Rio, a própria Fiorella explicou a emoção de ver seu projeto crescendo de forma tão bonita: “Era praticamente impossível pra garotada mais pobre ter acesso à música clássica e aprender a tocar um instrumento. Hoje, nós temos até alunos em cursos universitários. Não é maravilhoso?!”

Maravilhoso é pouco.

Para saber mais sobre o projeto e como ajudar, acesse o site da Ação Social Pela Música do Rio de Janeiro.

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