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Rodolfo divulga comunicado sobre polêmica com Raimundos; Digão rebate

A gênese do caso

Rodolfo não sente orgulho do passado com os Raimundos

O músico Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, nesta semana concedeu uma entrevista à revista Trip. Na conversa com a publicação, Rodolfo afirmou que se arrepende das músicas que um dia cantou com sua ex-banda.

Como não poderia ser diferente, as declarações de Rodolfo indignaram os músicos que tocaram com o ex-vocalista nos Raimundos, Canisso (baixo) e Digão (guitara/voz). Por meio de suas redes sociais, os roqueiros comentaram as declarações de Abrantes.

Via Twitter, Canisso demonstrou sua insatisfação com os dizeres de Rodolfo. Segundo o baixista, o ex-vocalista se arrepende das músicas, mas não abre mão dos direitos autorais. Por meio de uma postagem no Facebook, Digão desabafou e explicou que não concorda com o fato de Rodolfo colocar na conta dos Raimundos os os frutos que colheu com as próprias escolhas.

Rodolfo emite comunicado sobre repercussão negativa da entrevista à revista Trip

Usando o seu direito de resposta, Rodolfo Abrantes divulgou, nesta quarta-feira (11), um comunicado sobre a polêmica que a entrevista causou. Além de explicar a questão de seu faturamento com direitos autorais, o músico explica a questão de estar arrependido pelo trabalho realizado junto aos Raimundos. “Arrependimento verdadeiro não é remorso, ele não aponta pro passado numa tentativa inútil de tentar apagá-lo. Ele aponta pro futuro, tipo ‘daqui por diante, bola pra frente’. Meu maior arrependimento é o de ter tido, por um período de tempo, uma geração me ouvindo, e não tê-la edificado como gostaria, pois, naquela época, eu não tinha o entendimento que tenho hoje”, escreveu.

Leia a a declaração de Rodolfo Abrantes, na íntegra:

“Fico triste com a dimensão e o rumo que minha entrevista tomou, e creio que devo explicações a todos que se sentiram desapontados ou ofendidos por minhas declarações. A noite da apresentação onde ela aconteceu foi muito especial pra ficar marcada dessa forma.

Nunca foi minha intenção denegrir, expor ou culpar qualquer pessoa pelos problemas que tive no passado que não fosse eu. Por isso, minhas sinceras desculpas aos fãs e integrantes do Raimundos, que possam ter levado pra esse lado.

Na cultura do ambiente cristão, arrependimento verdadeiro significa basicamente duas coisas.

Primeiro, não voltar a fazer o que fazia. Jesus disse isso pra muitas pessoas, ‘vá, e não peques mais’. A segunda é, mostre frutos de arrependimento, ou seja, ‘faça diferente’. Quando disse estar ‘100% arrependido das músicas que escrevi’, foi nesse sentido, pois é isso que tenho tentado cumprir como alguém que crê em Jesus. Arrependimento verdadeiro não é remorso, ele não aponta pro passado numa tentativa inútil de tentar apagá-lo. Ele aponta pro futuro, tipo ‘daqui por diante, bola pra frente’. Meu maior arrependimento é o de ter tido, por um período de tempo, uma geração me ouvindo, e não tê-la edificado como gostaria, pois, naquela época, eu não tinha o entendimento que tenho hoje.

Sinto também que devo, de forma abreviada, explicar como recebo direitos autorais. Desde 1994 recebo royalties pelas canções que escrevi ou tive alguma participação. Sou compositor e essa é minha principal fonte de renda. É lícito, é digno, me permite pagar tributos e me permite servir à igreja voluntariamente, por amor e sem precisar cobrar altos cachês.

Nesses vinte anos lancei, se não me falha a memória, onze cds. Seis com o Raimundos, dois com o Rodox, quatro do meu ministério, além de várias participações nos projetos de bandas como Charlie Brown Jr., Natiroots, Strike, Pregador Luo. Artistas como Nengo Vieira e Lucas Souza também regravaram algumas canções de minha autoria. A instituição que arrecada os valores que tenho direito como autor, repassa mensalmente o que me é devido, num só depósito.

Portanto, eu não vivo as custas do Raimundos, mesmo porque eu não toco nenhuma música deles. Eu recebo os direitos autorais por toda obra que escrevi durante minha vida.

Também entendo que num país onde vivemos uma declarada perseguição religiosa (e todo esse barulho é 100% por causa da minha fé) é quase que prazeiroso chamar um cristão de hipócrita. Nada que eu nunca tenho ouvido, aliás, há 13 anos é o mais leve que eu ouço. Não sou, nem tento passar a idéia de alguém perfeito. Sou, sim, um pecador que é totalmente dependente da misericórdia de Deus. Espero melhorar com o tempo, e peço ao Senhor que me dê mais sabedoria quando falar.

Uma coisa eu repito: eu só sou o carteiro. Quem escreveu a carta (Jesus) não pode levar a culpa pelas minhas falhas.

Desejo uma vida longa ao Canisso e ao Rodrigo. Vocês podem pensar o que quiserem de mim, mais nunca vão se livrar das orações que faço, e continuarei fazendo, em favor de vocês. Mão de vitória️

‘Bem- aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus’

Mateus 5.9

Rodolfo Abrantes”.

Digão rebate e esclarece informações falhas comunicado de Rodolfo

Também usando seu direito de resposta, o guitarrista e vocalista Digão comentou sobre o comunicado de Rodolfo. Via Facebook, nesta quinta-feira (12), o atual frontman dos Raimundos publicou um texto no qual comenta os equívocos de Rodolfo a respeito de arrecadação com direitos autorais.

“Se o Rodolfo não se lembra, os fãs menos ainda porquê tudo o que ele fez FORA do Raimundos não tocou ou toca em rádio. Shows em cultos como os que ele faz o ECAD também não recolhe pois igrejas não pagam impostos, eu liguei pra conferir. O grosso do que ele recebe (95% pra mais) vem do Raimundos, portanto, o Rodolfo dizer de cara lavada “eu não vivo as custas do Raimundos” só eleva a hipocrisia dele a níveis astronômicos”, escreveu Digão.

Leia a íntegra da publicação:

“Como alguns estão enchendo os meus post’s com a declaração do Rodolfo em suas mídias sociais OFICIAIS, vou comentar o que acho relevante, o resto é o mesmo blá blá blá sem sentido… ‘Nesses vinte anos lancei, se não me falha a memória, onze cds. Seis com o Raimundos, dois com o Rodox, quatro do meu ministério, além de várias participações nos projetos de bandas como Charlie Brown Jr., Natiroots, Strike, Pregador Luo. Artistas como Nengo Vieira e Lucas Souza também regravaram algumas canções de minha autoria. A instituição que arrecada os valores que tenho direito como autor, repassa mensalmente o que me é devido, num só depósito.
Portanto, eu não vivo as custas do Raimundos, mesmo porque eu não toco nenhuma música deles. Eu recebo os direitos autorais por toda obra que escrevi durante minha vida’. Se o Rodolfo não se lembra, os fãs menos ainda porquê tudo o que ele fez FORA do Raimundos não tocou ou toca em rádio. Shows em cultos como os que ele faz o ECAD também não recolhe pois igrejas não pagam impostos, eu liguei pra conferir. O grosso do que ele recebe (95% pra mais) vem do Raimundos, portanto, o Rodolfo dizer de cara lavada ‘eu não vivo as custas do Raimundos’ só eleva a hipocrisia dele a níveis astronômicos…. ‘Mantenedor a gente não escolhe, mas agradece a Deus por eles. Deus abençoe com saúde meus queridos mantenedores.’ Contradições a parte (vide o comentário acima). Sim, somos seus ‘mantenedores’ com mais saúde (mental também) e alegria que ele possa imaginar. Mas ele deveria aproveitar a ‘galhada’ que botaram na cabeça dele e socar esse dinheiro e a ironia ‘naquele lugar’ de quem escreveu isso em seu Twitter oficial…”.

 

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