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7 ritmos latinos para você aprender no violão

A América Latina é um verdadeiro caldeirão de sonoridades! Cada país da região, por meio da sua própria cultura, contribui para que a música do planeta seja ainda mais bela. Nesse sentido, trazemos aqui vários ritmos latinos para você aprender a tocar no violão.

Nicky Jam se apresentando em performance ao vivo
Nicky Jam, um dos expoentes do reggaeton atualmente, cantando em show (Foto/Reprodução/Internet)

Ao todo, selecionamos 7 estilos de diferentes localidades, dando dicas práticas de como tocá-los no violão. Dessa forma, seu vocabulário musical será enriquecido e sua versatilidade como instrumentista subirá de patamar, você vai ver.

Como tocar os ritmos latinos no violão

Primeiramente, é importante deixar claro que a América Latina tem uma infinidade de gêneros musicais, representados por vários artistas de destaque. Aqui, trouxemos os mais icônicos. Além disso, deixamos de fora os estilos brasileiros, pois eles merecem um artigo à parte. Com isso, venha saber como se toca os ritmos latinos!

Bachata

Nascida na República Dominicana, a bachata tem sido cada vez mais incorporada na música brasileira, em especial no sertanejo. Normalmente, os músicos utilizam violões com cordas de aço para o estilo, mas também há músicas com encordoamento de nylon.

Um violão com captador magnético dá o som característico do instrumento na bachata, mais agudo e metálico. No entanto, é possível atingir um timbre parecido usando um instrumento comum somado ao efeito de chorus.

Os músicos dominicanos costumam usar dedeiras, mas não há problema em usar palheta ou apenas os dedos.

Uma levada bastante comum da bachata é feita tocando os bordões (as três cordas mais graves) com o polegar e as primas (mais agudas) com os demais dedos, de forma intercalada. É importante também abafar as notas com a mão esquerda (se você for destro), para que elas marquem o ritmo. Por isso, usar acordes com pestanas ajuda muito.

Outra abordagem comum do violão na bachata é fazer arpejos dos acordes com a técnica de palm mute, ou seja, encostando a lateral da mão direita perto do cavalete para abafar as cordas. Solos na escala maior também são muito.

Cúmbia

Esse ritmo da Colômbia é bastante especial e cativante. Aqui, novamente você pode usar tanto violão de nylon quanto de aço. Não é preciso utilizar efeitos diferentes, já que o som natural do violão já é suficiente.

Geralmente, as músicas de cúmbia têm compasso binário. Isso significa que cada compasso possui dois tempos. Dessa forma, a batida tradicional fica assim: no tempo 1, o ataque é abafado, ou seja, as cordas não soam. No tempo 2, dê uma batida para baixo, voltando com uma para cima no contratempo seguinte.

Fácil, né? Mas fique ligado, porque há músicas que têm um andamento acelerado, exigindo constância e resistência do músico. Em relação à harmonia, não tem muito segredo. Na maior parte das vezes, os acordes são básicos e com abertura tradicional.

Reggaeton

Ritmo que se popularizou bastante no Brasil na última década, o reggaeton inicialmente surgiu no Panamá, logo invadindo Porto Rico e, mais tarde, ganhando todo o mundo. Para as músicas desse estilo, dê preferência aos violões com cordas de aço. O uso de palheta fica a seu critério.

A batida básica de reggaeton exige certo abafamento das notas. Dessa forma, encoste a mão direita perto do cavalete quando atacar as cordas. Ao mesmo tempo, sempre depois que tocar, a mão esquerda deve soltar as cordas, contribuindo para o swing. Combinar as duas técnicas exige um pouco de treino, ok?

Falando da levada, primeiro ataque as cordas para baixo. Depois, para cima, emendando mais duas batidas para baixo. Não é tão complicado. Para entender direitinho, confira a videoaula da música El Perdón, de Nicky Jam y Enrique Iglesias:

Tango

Um dos mais conhecidos ritmos latinos, o tango nasceu como uma dança nas áreas periféricas de Buenos Aires. Para tocá-lo, é mais indicado usar um violão com cordas de nylon, sem o uso de palheta.

Com característica sincopada, o ritmo no tango é binário, com uma nota executada no tempo fraco, soando até o forte. Para tocar este estilo, mais uma vez a técnica de abafamento é bastante presente. Em outras palavras, você deve pausar a ressonância das cordas, secando o som. Isso cria pequenos silêncios, que dão a tensão e o balanço tão característicos do tango.

Por fim, sua harmonia é cheia de acordes menores e dissonantes, então não se assuste se encontrar aberturas com as quais não está acostumado. Encare como uma oportunidade para estudar e evoluir! 

Bolero

Surgido em Cuba, mas conhecido como “canção romântica mexicana”, o bolero é mais um dos principais ritmos latinos.

Para tocar as bases deste gênero no violão, opte por usar somente os dedos, sem palheta. O polegar deve tocar os bordões, enquanto o indicador, médio e anelar se encarregam das cordas primas, que devem ser atacadas ao mesmo tempo. 

A levada mais comum é a seguinte: bordão / primas / primas / bordão / primas / bordão / primas. Para obter mais fluência e riqueza, é possível alternar os bordões com a quinta do acorde

Ao contrário dos estilos anteriores, no bolero não é essencial abafar as cordas. Ou seja, as notas podem ser tocadas de forma contínua, sem pausas, o que facilita bastante a execução. Cordas de nylon casam muito bem com esse ritmo latino, mas nada impede que você use encordoamento de aço, se preferir. 

Corrido

Um simples violão com afinação padrão é o bastante para tocar o corrido, que surgiu no México. Tradicionalmente, muitos músicos do país costumam usar dedeira para tocar o estilo, mas você pode utilizar uma palheta sem problemas. As harmonias costumam ser simples, com formação básica de acordes.

Predominantemente com compassos binários, o corrido é bem simples de tocar no violão. Olha só: primeiro dê o bordão, depois ataque só as cordas agudas de uma vez. Agora, basta fazer isso de forma constante e mais acelerada. Para incrementar, experimente intercalar a tônica e a quinta quando tocar os baixos. 

Salsa

A salsa é uma verdadeira mistura de sonoridades diferentes. Para tocar esse ritmo latino no violão, um encordoamento de nylon cai muito bem. Deixe a palheta de lado e use a mão mesmo, ok?

O posicionamento dos dedos é aquele que a gente já conhece: polegar para os baixos e indicador, médio e anelar para as cordas primas. Note que o bordão deve ser tocado nos contratempos, adicionando quintas e notas de passagem para dar aquele swing dançante. Por outro lado, as cordas finas devem ser dedilhadas de forma rápida e precisa. 

Quanto mais acelerado o andamento da salsa, mais difícil será manter o ritmo de maneira firme. No entanto, não se preocupe. Treinando um pouquinho todos os dias, seus dedos logo ganharão a resistência necessária. Além disso, a salsa também tem uma harmonia rica, que vai aumentar seu vocabulário de acordes.

Divulgue como tocar os ritmos latinos no violão

Olha só, chegamos ao fim do nosso artigo de hoje. Muita informação bacana, né? Agora que você sabe como tocar ritmos latinos no violão, que tal enviar o link deste texto para os seus colegas músicos? Dessa forma, eles também vão evoluir e vocês podem até trocar umas dicas sobre o assunto, não é mesmo?

Muito obrigado por estar conosco! É sempre um prazer te ajudar. Nos vemos em breve!

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